Maria Bethânia estreia em grande estilo no universo das lives com mix de música, recital e ativismo político

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Há um ano fora dos palcos, Maria Bethânia voltou à cena na noite de sábado, em sua primeira live transmitida ao vivo do Rio de Janeiro pelo Globoplay. Comemorando seus 56 anos de carreira, a diva expandiu seu magnetismo incontestável para além das telas de computador e TV. A sensação era de que a cantora estava ali, presente… e estava mesmo. Bethânia é pura força da natureza. Soltou seu vozeirão em canções que são sua marca registrada, como ‘O Que é O Que é’, de Gonzaguinha, ‘Olhos nos Olhos’, de Chico Buarque, e ‘Negue’, de Adelino Moreira e Enzo de Almeida Passos.

Também fez todo mundo cantar junto com ‘Reconvexo’, de Caetano Veloso. Entre uma música e outra, a artista explorou sua verve política e também recitou textos e versos de Clarice Lispector, Fernando Pessoa e Sophia de Mello Breyner Andresen.

“Eu quero vacina, respeito, verdade e misericórdia”, bradou logo no início do show, após cantar ‘Explode coração’, de Gonzaguinha. Com roteiro que trouxe um mix de números de espetáculos anteriores, e canções inéditas como ‘Lapa Santa’, de Paulo Dáfilin e Roque Ferreira, originalmente intitulada ‘Véio Chico’ pelos compositores, Bethânia estreou no universo das lives já como uma das melhores que vimos até agora, o que já era de se esperar. Acabamento técnico perfeito para a união do canto, do político e do sagrado, marcas da grande Maria Bethânia. Pura emoção!