22.02.2016  /  11:17

Marcos Palmeira: negócios, carreira e hobby: “Sou quase um centauro”

Marcos Palmeira || Créditos: Divulgação
Marcos Palmeira || Créditos: Divulgação

Marcos Palmeira se prepara para voltar às novelas em um dos papéis centrais de “Velho Chico”, de Benedito Ruy Barbosa, dirigida por Luiz Fernando Carvalho – com estreia marcada para 14 de março. Além disso, ele está comemorando os 3 anos do Armazém Vale das Palmeiras, ponto de venda dos orgânicos que produz na Fazenda Vale das Palmeiras, em Teresópolis. A loja fica no coração do Leblon, entre o Talho Capixaba e o Jobi. Glamurama foi conversar com o ator sobre os dois assuntos. Vem ler! (por Michelle Licory)

Glamurama: Você vai voltar a fazer um personagem “rural”, temática que já te trouxe bastante sucesso no passado, em novelas como “Renascer”. Isso muito antes de seu envolvimento pessoal nessa área, com seu negócio de orgânicos, certo? Na sua opinião, por que as pessoas te associam tanto com esse universo?

Marcos Palmeira: Na verdade, cresci dentro da fazenda dos meus avós na Bahia, então é difícil saber o antes ‘dessa área’. Esse universo é, também, a minha cara. Nasci e me criei em Copacabana. Tenho os dois lados muito fortes, o urbano e o rural. Mas tenho orgulho de representar esse homem do campo.

Glamurama: E o que você mais gosta da vida no campo? 

Marcos Palmeira: “Da tranquilidade e da verdade”.

Glamurama: Quais são seus hobbies quando está na fazenda?

Marcos Palmeira: “Andar a cavalo. Sou quase um centauro [risos]”.

Glamurama: O que pode nos adiantar das suas primeiras impressões sobre Cícero, seu personagem em “Velho Chico”? O que te atraiu na sinopse para dizer “sim” pra esse papel?

Marcos Palmeira: “Cícero é  um cara passional, capaz de fazer qualquer coisa por amor [capataz do fazendeiro interpretado por Antonio Fagundes, apaixonado pela filha do patrão, papel de Camila Pitanga. Por conta desse sentimento, acaba matando um homem da família rival]. A possibilidade de trabalhar de novo com a dupla Benedito Ruy Barbosa e Luis Fernando Carvalho me fez dizer ‘sim’. Nem precisei de sinopse para aceitar…”

Glamurama: Muita gente está apostando todas as fichas nessa novela para recuperar antigos índices de audiência da faixa das nove. Na sua opinião, quais são os principais trunfos de “Velho Chico” para alcançar esse objetivo?

Marcos Palmeira: “A dramaturgia do Benedito, um poeta que sabe tocar o coração das pessoas. Isso associado à delicadeza do Luis Fernando na forma de contar uma historia nos eleva a imaginação…”

Glamurama: Qual o principal desafio de manter um ponto de venda de orgânicos?

Marcos Palmeira: “São vários os desafios num país em crise e que não estimula o produtor que se interessa por orgânicos. Mas o mais difícil é manter uma variedade e ao mesmo tempo fomentar novos produtos mantendo sempre a atenção para garantir que sejam verdadeiramente orgânicos. Agora, depois de 3 anos, é que consigo entender o modelo de negócio que tenho e, claro, a ideia de abrir novos pontos sempre passa pela minha cabeça. Acredito que na hora certa isso irá acontecer, afinal quero sempre atingir um maior numero de pessoas que possam ter acesso a produtos orgânicos.

Glamurama: Você está sempre na loja. Sente que os clientes gostam de te ver por lá?

Marcos Palmeira: “Vou menos do que gostaria, mas mais do que achei que poderia. Com certeza, e modéstia à parte, vendo bem quando estou na loja [risos]. Afinal, adoro o que faço. Tenho muito prazer nesse contato com os consumidores, esclarecendo as dúvidas”.

Glamurama: De todos os produtos orgânicos que saem da sua fazenda, qual seu xodó e por quê?

Marcos Palmeira: “O queijo minas, por ser uma receita criada dentro da Vale das Palmeiras pelo queijeiro Alvino, meu parceiro há 15 anos”.

Glamurama: Na sua casa, só entra comida saudável? E quando vai a restaurantes, se preocupa?

Marcos Palmeira: “Não sou radical, não acho que esse seja o caminho, mas, podendo, consumo o máximo de orgânicos possível! Quando como fora,  sempre fico ligado para que não me vendam gato por lebre. Posso comer tranquilamente uma comida que não seja orgânica, só não vale mentir…”