09.07.2016  /  11:36

Marcas buscam modelos pelo número de seguidores nas redes

Gisele e Cauã Reymond juntos na campanha da Givenchy Jeans  ||  Créditos: Divulgação
Gisele e Cauã Reymond juntos na campanha da Givenchy Jeans || Créditos: Divulgação

Não é novidade para ninguém que na indústria da moda os modelos masculinos ganham consideravelmente menos do que as mulheres. Basta comparar os ganhos anuais de Gisele Bündchen – na casa dos US$ 44 milhões (R$ 144,7 milhões) – com o salário de Sean O’Pry, o modelo mais bem pago do mundo, que fatura cerca de US$ 1,5 milhão (R$ 4,9 milhões) por ano.

Mas uma mudança em relação a essa diferença já está sendo percebida, e tudo por conta do Instagram. Glamurama explica: é que muitos dos modelos escolhidos para estrelar as campanhas da atual temporada de moda foram contratados por conta do número de seguidores que possuem no aplicativo de compartilhamento de fotos e em outras redes sociais, em alguns casos bem mais até do que supermodelos consagradas, e estão solicitando cachês com base nesses números.

A própria campanha da Givenchy, com Gisele e Cauã Reymond, é um exemplo disso. Entre seus perfis no Instagram e no Facebook, o ator é seguido por mais de 10 milhões de usuários, fato que certamente pesou na decisão da maison francesa de escolhê-lo. Vale lembrar que a IMG Models, a maior agência de modelos do mundo, busca desde o ano passado novos rostos no Instagram, e até lançou uma campanha especificamente para isso. (Por Anderson Antunes)