18.01.2020  /  9:00

Maju Coutinho e seus desafios profissionais para 2020: “Não quero nada, zerei”

Maju Coutinho

Nos últimos anos, Maju Coutinho não teve descanso. Ela passou da garota do tempo do telejornal local à apresentadora oficial do “Jornal Hoje”, além de conquistas inéditas no jornalismo brasileiro, como ser a primeira negra a sentar na bancada do “Jornal Nacional”. Agora, ela acaba de narrar o audiolivro “Minha História”, de Michelle Obama, lançado pelo Google e Companhia das Letras, nessa semana. Diante de tudo isso, Glamurama quis saber quais os próximos desafios de Maju na profissão: “Nada, zerei, está tudo lindo”, disse aos risos. “Vou me concentrar no JH e no podcast de política. Tocar o barco e ter um ano mais calmo.”

Só para o projeto de Michelle foram 40 horas brutas de gravação – a versão final tem cerca de 20 horas: “Quando comecei a fazer as gravações, ainda estava na previsão do tempo e começava a trabalhar de tarde. Então, a voz estava sempre ótima. Depois mudei para o JH, e chegava ao estúdio depois do trabalho. Isso fez o ritmo diminuir muito, tinha o cansaço da voz e por várias vezes tive que parar, ficava rouca, perdia intensidade e presença. Foi um trabalho árduo, era preciso estar presente na obra”, contou. “Quando me aposentar volto a fazer um audiobook”, completou.

Apesar de ser sua primeira experiência profissional na narração, ler livros em voz alta já era um costume dela e do marido, Agostinho Paulo Moura: “Preciso confessar que fiquei com um pouco de ciúmes do audiolivro, chegava em casa e meu marido estava ouvindo ‘Sapiens’, como assim?”, disse.

Sobre Michelle Obama, a jornalista falou de toda a sua admiração pela ex-primeira-dama dos Estados Unidos: “Essa mulher é incrível, negra e de família humilde que se preocupou com a educação dos filhos para ascender, assim como na minha vida. Senti a conexão de nossas histórias e me sensibilizei. Em algumas passagens do livro até chorei. A história dela é muito emocionante e não tinha como segurar.” (por Fernanda Grilo)