10.02.2020  /  11:56

Luiza Helena Trajano, do Magazine Luiza, é a Personalidade do Ano pela Câmara de Comércio Brasil-EUA

Luiza Helena Trajano || Créditos: Bruna Guerra/Glamurama

Responsável por transformar o Magazine Luiza em uma das maiores empresas do Brasil, com faturamento anual na casa dos R$ 60 bilhões, presença em quase todo o território nacional e perto de 30 mil funcionários, Luiza Helena Trajano será a homenageada com o Prêmio Personalidade do Ano 2020 da Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos. A honraria é dada anualmente desde 1970 pela entidade sediada em Nova York a dois líderes, um brasileiro e outro americano, que se destacam de alguma forma em seus países, e sua próxima edição será no dia 14 de maio.

No caso de Trajano, cujo nome foi aprovado em unanimidade, basta dizer que sob o comando dela o Magazine Luiza foi de uma rede de lojas local focada no interior de São Paulo a uma das varejistas brasileiras mais fortes, e nesse meio também uma das poucas que focam no e-commerce desde seus primórdios. É por esse motivo, aliás, que suas ações estão bombando na bolsa, com alta de quase 160% só no último ano, já que hoje em dia quase 50% das receitas da gigante vem da internet.

A executiva deixou o cargo de CEO do Magazine Luiza, que já foi chamada de “Amazon brasileira” por causa de seu sucesso online, em 2015, quando foi substituída pelo filho, Fred Trajano, mas permaneceu como presidente do conselho. Formada em Direito pela Universidade de Franca, sua terra natal, Trajano também atua como conselheira de vários órgãos importantes, como o UNICEF , e lidera desde 2013 o Grupo Mulheres do Brasil, que conta com 37 mil membros e trata de assuntos relacionados à elas.

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Trajano é a terceira mulher em toda a história da Câmara de Comércio Brasil-EUA  a ser homenageada como Personalidade do Ano, e a segunda brasileira. A primeira foi Yolanda Vidal Queiroz, que entre 1982 até 2016 presidiu o Grupo Edson Queiroz, em 2008. Já a pioneira entre elas foi a advogada americana Carla Hills, que integrou o governo de Gerald Ford (1974-1977), em 1990. Do lado americano, o nome de quem vai receber o mesmo prêmio nesse ano ainda não foi divulgado, mas as apostas indicam que também será uma mulher a escolhida. (Por Anderson Antunes)