CEO da EY fala sobre a “uberização” do mundo moderno

08.11.2016  /  8:00

Luiz Sergio Vieira
Luiz Sergio Vieira, CEO da EY Brasil || Créditos: Paulo Freitas

A chegada dos millenials e as mudanças de paradigma com a tecnologia são assuntos que estão na ordem do dia para a EY Brasil. De acordo com o CEO Luiz Sérgio Vieira, essa geração já representa 80% da força de trabalho na EY – a média de idade dos funcionários da empresa hoje em dia é de 28 anos. “Na nossa nova sede, trabalhamos com os conceitos de clean desk e rotatividade. Temos 1450 postos para 3000 funcionários. Hoje, a principal máquina de trabalho é essa aqui”, diz Vieira apontando para o celular.

O momento de crise também gerou grande aprendizado para a empresa. Se entre 2010 e 2014 o crescimento da EY foi de 25% ao ano, as coisas ficaram mais difíceis de 2015 para cá. “Quando as coisas estão indo bem, você pensa: ‘ah, estou crescendo desse jeito, por que fazer diferente?’. Com a crise, vem um senso de urgência em pensar novas soluções, as pessoas começam a aceitar mudanças que não queriam antes”.

Uma expressão foi muito usada durante o almoço armado pela Revista PODER e EY Brasil nessa segunda-feira no Restaurante Parigi, no Itaim Bibi: a ‘uberização’ de certos setores da economia, ou seja, a criação de soluções totalmente inovadoras que mudam a cara do mercado. “E se amanhã o Uber resolve fazer consultoria tributária, como vou me virar? Quem disse que só você sabe fazer o que você faz? Podem vir outras pessoas. Não podemos repetir as fórmulas do passado”.