28.09.2020  /  10:12

Luísa Arraes fala sobre experiência de roteirizar, dirigir e gravar remotamente ‘Amor e Sorte’: “Acabei pedindo estágio em várias áreas”

Luisa Arraes || Créditos: Reprodução

Luisa Arraes é a estrela, ao lado do namorado Caio Blat, do quarto e último episódio de ‘Amor e Sorte’, que terá como título ‘A Beleza Salvará o Mundo’ e que vai ao ar nesta terça-feira. Além de protagonizar, a atriz assina o roteiro e direção com Caio e Jorge Furtado, e Patricia Pedrosa a direção artística.

Luisa será Teresa, uma atriz em plena ascensão, que precisa parar seus projetos por causa da pandemia e só quer que tudo volte ao normal para continuar trabalhando. Ela ficará isolada com Manoel (Caio Blat), um engenheiro químico que vai ver sua situação e ter a ideia de fazer um filme em que ela fará a personagem principal. Na vida real, o casal não mora junto e ela falou sobre a rotina deles no isolamento e no trabalho. Dá uma espiada!

Conta um pouco sobre os bastidores da gravação remota?
Luisa Arraes – A paixão pelo cinema amador, pelo cinema feito de todas as maneiras nos motivou a seguir nesse caminho que a gente não sabia no que ia dar. Chegou um monte de coisa na minha casa da direção de arte, várias plantas e cartazes, mudou a casa inteira. A gente acabou o trabalho pedindo estágio em várias áreas (risos). Eu acho que o Caio amou a direção de arte. Eu adorei esse negócio de achar o foco. Era uma verdadeira aula da equipe pra gente. Gravamos clipes inteiros de ‘Titanic’, ‘Cidade de Deus’, ‘Psicose’. A gente ficava vendo plano por plano, e gravando. O filme que os personagens gravam tem uma brincadeira com os gêneros de acordo com a realidade, eles não conseguem definir muito bem, ficam entre o drama, o documentário e o terror.

Como está sendo trabalhar com o Caio na quarentena?
Luisa Arraes – A gente já trabalhou junto várias vezes, mas não desse jeito. A gente foi aprendendo a ter toda essa troca de opiniões. Acho que, para os casais que moram na mesma casa e passam o dia trabalhando fora, todo esse período foi mais difícil. Para gente não, já estávamos acostumados com essa troca de casas. A gente aproveitou muito, queríamos aproveitar cada minuto do equipamento em casa.

O que mais destacaria desta experiência?
Luisa Arraes – A parte mais inusitada da quarentena foi fazer o episódio de uma série dentro de casa. Porque cada um vive na sua casa, e filmando foi engraçado, uma hora tinha só eu e Caio, outra hora tinha todo mundo, mesmo que pelo computador. Nós já trabalhamos juntos, mas não decidindo tudo junto, a gente foi aprendendo a ter essa troca. Eu estava meio preocupada com a casa, preocupada que ia perder a privacidade. A casa virou o trabalho. A gente dormia com várias fotos minhas no teatro na parede. E eu não tenho fotos minhas na parede (risos). E teve um dia que eu vi o Caio dormindo com a coberta da série, e tirei e falei: ‘Vamos pelo menos usar a coberta certa’. (Risos)