09.05.2020  /  9:00

Literatura em tempos de pandemia: ‘lives’ revelam estantes cheias de livros e o que as celebs costumam ler

Stephen Colbert e Cate Blanchett durante live que foi ao ar no programa dele || Créditos: Reprodução

Cada dia mais comuns e dando a impressão de que vieram pra ficar, as lives das celebridades em casa têm servido para revelar algumas coisas a seu respeito. Inclusive as preferências literárias de muitas delas, já que na maioria dos casos essas transmissões online em vídeo são feitas em escritórios, com estantes cheias de livros como pano de fundo.

Um exemplo disso foi uma entrada ao vivo que Cate Blanchett fez recentemente no “Late Show”, de Stephen Colbert. Sentada confortavelmente em seu “home office”, a atriz apareceu na atração em frente a uma prateleira recheada de livros, e três deles em particular chamaram a atenção dos telespectadores mais atentos…

Aparentemente, a estrela australiana se interessa pelas análises de macroeconomia, já que um dos livros dela é “Pós-capitalismo: Um Guia Para o Nosso Futuro”. A obra é de autoria do jornalista britânico Paul Mason e trata da informação tecnológica que, na visão dele, está “matando” o capitalismo.

Blanchett também já leu “Moscow, 1937”, bestseller de 2005 publicado pelo historiador alemão Karl Schlögel sobre a então capital da União Soviética durante o regime de Stalin. Por fim, como dona de um inglês perfeito, a duas vezes vencedora do Oscar também mantém um tradicional dicionário da língua, um Oxford, entre suas leituras de destaque.

O príncipe Charles é outro que coleciona livros dos mais variados temas, conforme ficou evidente em uma live que fez no Instagram recentemente. Devidamente sentado em seu escritório na Clarence House, sua residência oficial em Londres, o futuro rei da Inglaterra – que chegou a contrair o Covid-19 – surgiu em cena com alguns títulos renomados ao fundo.

Um desses era “Stubbs”, biografia escrita por Basil Taylor sobre o pintor inglês do século 18 que fez fama retratando cavalos,  “Shattered”, thriller de Dick Francis ambientado no universo dos cavalos de corrida, e “Kings in Grass Castles”, de Mary Durack, clássico de 1959 sobre a conquista da região australiana de Outback pelos escoceses.

Já Anna Wintour, que também participou de um programa da CBS via uma live diretamente de sua townhouse em Nova York, parece ter lido “The Nix”, de Nathan Hill, um romance satírico que aborda vários momentos históricos que vão desde os protestos dos anos 1960 ao mais recente Occupy Wall Street.

A fashionista número um também mantém um exemplar de “Naming Names” em sua residência. Trata-se de um relato de Victor S. Navasky sobre sobre a caça às bruxas por comunistas que gerou medo em Hollywood nos anos 1940. (Por Anderson Antunes)

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