Leo Dias abre o jogo na revista J.P: “Ainda penso na cocaína. Sonho sistematicamente, é impressionante”

19.02.2019  /  14:57

Manhã de uma sexta-feira de verão quando Leo Dias conversava com a J.P e nada de correr atrás do próximo furo: o maior fofoqueiro da atualidade estava colocando o bronzeado em dia na piscina. O motivo? A internet como aliada e o sucesso no programa ‘Fofocalizando’, do SBT, e na coluna do jornal ‘O Dia’. Seus próximos passos são lançar um livro bombástico sobre a cantora Anitta, no dia do aniversário dela em março, e se livrar de vez do vício em cocaína – Leo teve mais uma recaída dias depois da nossa entrevista. Saiu do Rio de Janeiro e passa temporada hospedado na casa da amiga e colega de trabalho, Lívia Andrade, em São Paulo. (por Fernanda Grilo)

J.P: Qual será a grande celebridade de 2019?
LEO DIAS: O que me interessa é quem tem a vida mais atribulada, não a bem-sucedida: a vida amorosa da Bruna Marquezine e da Anitta são as que mais rendem. Não adianta falar que Anitta vai conquistar o mundo: o que quero é o bofe, nove meses depois com amante, entende?

J.P: Perco a amizade, mas não perco a notícia?
LD: Já fui assim, mas mudei!

J.P: Maior furo?
LD: A separação de Sandy & Junior e o fim do casamento da Susana Vieira e Marcelo Silva. Sempre soube das traições dele.

J.P: Segredo para conseguir um furo?
LD: A internet mudou tudo. Exemplo prático: soube que um sertanejo muito famoso se separou. Falei se poderia dar e eles disseram não, pois queriam colocar no Instagram.

J.P: E como são os furos atuais?
LD: Duram 15 minutos e é sempre uma negociação. Hoje tenho maturidade e não publico mais o que os artistas vão desmentir. Os furos não mudam mais a minha vida.

J.P: Já teve problemas?
LD: Sim! Trabalhava na Band, rolou uma festa junina e vi todo o elenco do CQC fumando maconha. Como que eu, fofoqueiro de plantão, não ia dar isso? Mandei para a Fabíola Reipert e dois dias depois fui demitido.

J.P: Os artistas nos dias de hoje…
LD: Só saem de casa por dinheiro! Tem que ter cachê e o dos youtubers está muito maior do que das estrelas da Globo.

J.P: O mais chato?
LD: Depende: se está na novela ou namorando um famoso, ficam insuportáveis. Como exigir de uma pessoa que faz um comercial com namorado e não quer falar da vida pessoal?

J.P: E os mais legais?
LD: Tem uma regra com jornalista de celebridade: não pode colocar famoso no pedestal.

J.P: E as subcelebridades?
LD: Mal necessário! Elas se expõem muito mais, é maravilhoso. O Naldo, por exemplo, agora faz show para 3 mil pessoas, compra seguidor no Instagram… Esses se afundam sozinhos, não precisam de mim.

J.P: Você é amigo da Anitta?
LD: Vamos esperar o livro para responder? Amo a Anitta, me ajuda, dá dica, esporro, acho que existe amizade e interesses positivos entre nós.

J.P: Escrever a biografia não autorizada da Anitta foi…
LD: O maior divisor de águas da minha vida. E adianto: preparem-se para as polêmicas. Entrevistei o seu líder espiritual e todo mundo vai ver a importância dele na carreira dela.

J.P: Como é trabalhar com Silvio Santos?
LD: Só o vi três vezes na vida, me sinto até desprestigiado (risos). Quando apareci no ar com meu cabelo loiro recebi uma mensagem: “O que é isso na sua cabeça? Está horroroso, muda”. Mas não foi ele.

J.P: Você já abriu que faz tratamento contra o vício em drogas.
LD: Fui duas vezes à clínica em Paulínia. Sou um frei beneditino descalço perto dos dependentes químicos de lá. Preciso evitar os gatilhos que me levam a consumir as drogas, como trabalho, solidão…

J.P: O que não falar para um dependente?
LD: Muita gente diz que tenho que procurar igreja evangélica, mas só ela pode me curar?

J.P: O que não sai da sua cabeça?
LD: Trabalhar menos e ainda penso na cocaína. Sonho sistematicamente, é impressionante.

J.P: Que frase gosta de ouvir?
LD: “Quem é você?”

J.P: Tem uma mania?
LD: Sou previsível, vou no mesmo restaurante, mesma mesa e prato…

J.P: Um talento que ninguém conhece.
LD: Levo menos de 5 minutos para identificar o caráter das pessoas.

J.P: Maior mentira que já contaram sobre você?
LD: Que ganho muito dinheiro no SBT. Também falaram que tinha Aids.

J.P: Como gostaria de morrer?
LD: Não quero dormindo, é muito monótono. Quem sabe de acidente de avião, no mar da Oceania indo pra Austrália.

J.P: Figura histórica que se identifica?
LD: Cazuza, por ser exagerado e ser tão autodestrutivo como Amy Winehouse.

J.P: Escreveria uma biografia da sua vida?
LD: Nunca! Um dia vou escrever o livro: ‘Os Furos que Leo Dias não Publicou’