27.04.2019  /  9:00

Lázaro Ramos fala sobre “Medida Provisória” e como é dirigir a própria mulher, Taís Araújo: “É uma bagunça danada!”

Lázaro Ramos rodando “Medida Provisória” // Reprodução Instagram

No início deste mês Lázaro Ramos disparou em suas redes sociais: “Hoje inauguramos um novo caminho. Já comecei, há quase dois meses, a direção de um longa-metragem de ficção com um elenco dos sonhos, uma equipe comprometida e dedicada e, a partir de hj, as minhas redes sociais ganham um novo nome: Lázaro | Medida Provisória – O filme. Só posso dizer que talvez esse seja o maior desafio da minha vida mas, ao mesmo tempo, o maior privilégio, pois a história é consistente. Acho que, assim como os desafios de #NaMinhaPele e fazer #OTopoDaMontanha, será possível fazer uma obra relevante graças às parcerias que estamos montando. Por favor, acompanhem a história e torçam. A gnt se vê nos cinemas. Conto com vcs!”.

A real é que nas últimas semanas, o ator, apresentador e diretor – primeira incursão no cinema – tem dedicado 100% de seu foco e tempo às filmagens de “Medida Provisória”, que conta a história de um futuro distópico no qual o governo brasileiro decreta uma medida que obriga que os cidadãos sejam enviados para a África para retornar às origens. A trama é baseada na peça “Namíbia, Não!”, que foi produzida pelo ator e dramaturgo Aldri Anunciação e dirigida pelo próprio Lázaro.

E é sobre esse momento que Glamurama conversou com Lázaro Ramos: como está sendo dirigir a mulher, Taís Araújo, e ter um astro internacional mezzo inglês mezzo brasileiro Alfred Enoch, no elenco. À entrevista!

Glamurama: Como está sendo a experiência de dirigir seu primeiro longa metragem?
Lázaro Ramos: Está sendo um momento muito feliz. Foram 6 anos até conseguir viabilizar tudo. Agora estamos filmando e é uma experiência realmente especial. São 70 atores, entre eles o Alfred, Taís (Araújo), Adriana Esteves, Renata Sorrah, Seu Jorge… Devemos finalizar as filmagens em duas semanas.

Glamurama: Fale um pouco da história.
LR: O “Medida Provisória” é baseado em uma peça que dirigi tempos atrás. Mostra uma realidade distópica em que algumas pessoas são obrigadas, de uma hora para a outra, a deixar o país. O casal interpretado por Alfred e Taís, um advogado e uma médica, são pegos de surpresa: o marido está em casa e a mulher em fuga pelas ruas, e eles fazem de tudo para se reencontrar. Apesar do tema ser dramático, um thriller, estou acrescentando um pouco de comédia, que é um elemento de aproximação com o público que gosto de usar nos meus trabalhos.

Glamurama: E por que você decidiu chamar Alfred Enoch – ator de sucesso com a série ‘How to Get Away with Murder’- para o papel principal?
LR: Nossa primeira opção era Omar Sy – ator francês de “Intocáveis” -, mas problemas com o idioma fizeram com que chamássemos o Alfred, que tem mãe brasileira e fala português. Mesmo assim, ele veio para o Brasil dois meses antes para treinar a pronúncia. O difícil foi manter em segredo o motivo pelo qual ele estava passando essa temporada no Rio de Janeiro (risos). As filmagens estão funcionando superbem porque fizemos tudo com bastante antecedência. Desde o entrosamento do elenco, incluindo o Alfred, até cada locação que foi estudada previamente.

Glamurama: Você e Taís (Araújo) costumam fazer muitos trabalhos juntos, como ‘Mister Brau’ e a peça ‘O Topo da Montanha’, entre outros. Não atrapalha a vida pessoal?
LR: No começo era estranho. Atualmente é alimento para a relação. É muito prazeroso dirigir a Taís, ver a atriz que ela é .

Glamurama: E vocês conseguem separar vida profissional da pessoal?
LR: Que nada! É tudo misturado, uma confusão. É uma bagunça danada (risos)! No meio do set a Taís chega e me pergunta se paguei a conta, da reunião da escola das crianças… Mas não atrapalha não! Tem funcionado com a gente.

Glamurama: Além do filme, quais os planos para 2019?
LR: Estou emprestado ao cinema pela Globo este ano. Talvez eu e Taís voltemos com algumas apresentações de ‘O Topo da Montanha’. Também estou muito focado no universo infantil. Agora em maio vou lançar um álbum com músicas para crianças, composições minhas e do Jarbas Bittencourt, e um livro chamado ‘Sinto o que Sinto’, com uma história que ajuda as crianças a identificarem os sentimentos. “Medida Provisória” está programado para estrear no ano que vem. (por Carla Julien Stagni)

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Confira imagens dos bastidores de “Medida Provisória”: