08.05.2020  /  11:00

John Galliano afirma que tempo no ‘rehab’ tem ajudado a não surtar com a pandemia

John Galliano || Créditos: Reprodução

O tempo que passou em reabilitação pelo uso abusivo de álcool tem servido para que John Galliano lide com a pandemia da Covid-19 com uma perspectiva mais positiva, conforme o próprio estilista disse nessa quinta-feira durante uma edição da série de lives sobre criatividade em tempos de crise sanitária global que Anna Wintour está fazendo com vários fashionistas. Galliano, que em 2011 foi demitido da direção criativa da Dior depois de ser filmado bêbado e soltando impropérios antissemitas num café de Paris, se internou em uma clínica de rehab logo depois do episódio, e meio que por “ordem” da própria editrix, que condicionou à adesão do astro da moda ao tratamento sua eventual benção ao retorno dele para o topo da moda.

“Já tive várias crises de pânico [por causa do novo coronavírus], mas aprendi a aceitar que essas mudanças repentinas às quais somos submetidos de vez em quando geralmente rendem bons resultados”, o estilista de 59 anos contou no bate papo virtual. “Não é a primeira vez que precisei me isolar do mundo, como você sabe, e no passado, quando resolvi me tratar, acabei adquirindo a força que tenho hoje para sobreviver a esses contratempos sem surtar”, completou o atual diretor-criativo da Maison Margiela.

Ainda durante a live, Galliano revelou que passou por um sufoco bem no começo da pandemia, quando estava em Los Angeles com o namorado, Alexis Roche. Os dois não queriam cumprir quarentena por lá, mas também estavam com medo de retornar à capital da França, onde moram em um hotel particulier no Marais, já que àquela altura a situação no país dava sinais de que pioraria rapidamente. A solução foi fazer uma reserva em um resort da Península de Iucatã, no México, onde eles ficaram alguns dias mas também logo se entediaram e fizeram de tudo para voltar pra casa, o que eventualmente conseguiram. “Parecia o hotel de ‘O Iluminado'”, Galliano brincou sobre as férias forçadas em terras mexicanas. (Por Anderson Antunes)