11.02.2020  /  10:28

Jennifer Aniston faz 51 anos no auge e Glamurama lista 5 motivos que explicam o sucesso da estrela

Jennifer Aniston || Créditos: Reprodução

Jennifer Aniston ainda é lembrada com a Rachel de “Friends”, uma sitcom que chegou ao fim há mais de 15 anos, e seu maior sucesso na telona ainda é “Todo-Poderoso”, que estreou nos cinemas em 2003 e faturou US$ 484,6 milhões (R$ 2,09 bilhões) nas bilheterias internacionais mais por causa do carisma de seu protagonista, Jim Carrey, do que pela presença da atriz no filme.

Mas Aniston, que completa 51 primaveras nessa terça-feira, é inegavelmente uma das maiores estrelas que Hollywood produziu nas últimas décadas, tanto que na mesma época da dobradinha com Carrey ela foi apontada como a celebridade mais poderosa do mundo em um ranking no qual deixou colegas como Steven Spielberg, Oprah Winfrey e Tom Hanks comendo poeira.

Mas o que, afinal, faz de Aniston essa megastar que simplesmente encanta todo mundo há tanto tempo? Glamurama aproveita a ocasião do aniversário dela para listar 5 motivos que talvez expliquem seu poder. Continua lendo… (Por Anderson Antunes)

A primeira cena de Rachel Green em “Friends” || Créditos: Reprodução

Namoradinha da América

Foi a humildade de Aniston que rendeu a ela seu maior papel, seja na telinha ou na telona, que foi aquele que a alçou à fama em “Friends”. Em 1993, e depressiva por causa da falta de sorte no trabalho, a atriz não pensou duas vezes quando esbarou, em um posto de gasolina, com ninguém menos que Warren Littlefield, na época um dos executivos mais poderosos da rede de televisão americana “NBC”, para pedir emprego a ele. Como resultado, Littlefield a escalou para fazer um teste na série sobre seis amigos que moram em Nova York, e que àquela altura ainda estava em desenvolvimento. A princípio, Aniston foi escadala para ver se dava conta de interpretar Monica Geller, a personagem que eventualmente acabou ficando com Courteney Cox. É que Littlefield e os criadores de “Friends”, Marta Kauffman e David Crane, acharam que a então futura estrela tinha mais jeito de Rachel Green, a filhinha de papai que foge do altar é forçada de uma hora pra outra a entrar na vida adulta e que foi pensada para ser a “mocinha” da atração.

O “The Rachel” virou febre || Créditos: Reprodução

Nascida para brilhar

Logo que “Friends” estourou como um dos maiores sucessos da televisão em meados dos anos 1990, Aniston passou a ser uma das celebridades mais cortejadas pela mídia americana. Ciente de que precisava cuidar de sua própria imagem muito além dos sets de filmagem da “NBC”, que produziu e exibiu a série nos Estados Unidos, a atriz certo dia entrou no salão de seu hair stylist e bff Chris McMillan e pediu a ele um novo corte, e que fosse o mais original possível. Foi assim que nasceu o “The Rachel”, que eternizou tanto Aniston quanto Rachel Green, e passou a ser copiado em massa pelas americanas. Só para se ter uma ideia do rebuliço que as novas madeixas dela causaram naqueles tempos, estimativas apontam que pelo menos 11 milhões de mulheres em todo o mundo copiaram o corte criado por McMillan depois que este apareceu no vigésimo episódio da primeira temporada de “Friends”, intitulado “The One With the Evil Orthodontist”.

Aniston e Jake Gyllenhaal em cena de “É Agora ou Nunca” || Créditos: Reprodução

A telona pode esperar

Muita gente acredita que um dos motivos por trás do sucesso de Aniston tem a ver com o tempo que ela esperou para fazer o que todo ator de TV sempre sonha: migrar para o cinema. No auge de “Friends”, ela recebeu várias ofertas para atuar em filmes, mas sempre disse não e, no máximo, aceitava apenas os papéis em produções mais independentes, aquelas que são vistas por poucas pessoas mas pelas “pessoas certas”. Na verdade, o primeiro grande papel dela na telona foi em “É Agora ou Nunca”, uma comédia dramática dirigida pelo porto-riquenho Miguel Arteta que também contou com Jake Gyllenhaal e John C. Reilly no elenco. O filme custou meros US$ 8 milhões (R$ 34,4 milhões) e faturou um pouco mais do que o dobro disso nas bilheterias, mas foi elogiadíssimo pela crítica especializada e provou que sua protagonista era muito mais do que apenas uma atriz de comédia.

Brad Pitt e Aniston, o ex-casal 20 de Hollywood || Créditos: Reprodução

Do limão, a limonada…

Claro que um dos momentos mais marcantes da vida de Aniston, pelo menos sob o nosso ponto de vista, foi o divórcio dela de Brad Pitt, em 2005. Pra piorar as coisas, havia uma terceira personagem na história: Angelina Jolie, uma beldade que, por ironia, conseguiu seu lugar ao sol em Hollywood porque sempre levou jeito para interpretar vilãs. A mídia de todo o mundo se alimentou do drama pessoal dos três durante muito tempo, e Aniston soube tirar proveito da história, sempre mantendo a classe em público e, de vez em quando, meio que posando de vítima nas raras ocasiões em que falava publicamente sobre o rompimento, como na vez em que concedeu uma entrevista para sua bff Oprah Winfrey só para declarar ao mundo que estava bem. E olha que até Angie seguiu a cartilha da rival quando foi sua vez de se divorciar de Pitt, sempre mantendo contato com suas fontes na imprensa para garantir que a narrativa do rompimento fosse melhor pro seu lado.

As colegas de elenco (e sócias) Witherspoon e Aniston || Créditos: Reprodução

Craque em recomeçar

E quando todo mundo achou que a cinquentona Aniston já tinha vivido seus melhores anos de carreira, eis que ela ressurge em uma nova série, dessa vez produzida pela Apple+. A fabricante do iPhone, que está fazendo de tudo para conquistar seu lugar ao sol no universo do streaming, escolheu a dedo a atriz para co-protagonizar a sitcom “The Morning Show” junto com Reese Witherspoon e por considerá-la uma chamariz de público perfeito. As duas estrelas também são as produtoras da atração, o que signifca que elas ganham em dobro – pra ser exato, US$ 1,1 milhão (R$ 4,7 milhões) por episódio para cada uma. Melhor do que isso só mesmo o fato de que “The Morning Show” foi abraçada pela crítica e inclusive rendeu a ambas indicações no último Globo de Ouro, e também teve seus direitos audiovisuais comprados pela Apple por nada menos que US$ 300 milhões (R$ 1,29 bilhão), uma cifra recorde. Tem jeito melhor de “cinquentar” na meca do showbiz?