Carmo ( Cacau Protasio )

J.P bateu um papo com a divertida e bem resolvida Cacau Protásio. Vem ver!

11.03.2018  /  9:00

Cacau Protásio// Divulgação

Ela é a cara do humor na TV hoje. Ganhou o público como a empregada intromedita Zezé, da novela Avenida Brasil, em 2012, e, desde então, vem colecionando sucessos, sempre com uma comédia rasgada e bem popular. Neste ano, vai aparecer na série Mister Brau, promete rodar o país com a peça Deu a Louca na Branca, além, é claro, de participar da sexta temporada do Vai que Cola, do Multishow. O melhor é que Cacau é bem resolvida: faz um movimento de autoaceitação com outras atrizes acima do peso chamado Gordelícia, que vem causando barulho. Afinal, tem coisa mais atual do que assumir os quilinhos a mais?

Por Fernanda Grilo para a Revista J.P de março

J.P: Existe Cacau de mau humor?
Cacau Protásio: Sim! Na TPM. Meu marido tem um aplicativo que avisa quando estou assim. Ele fala: “Cuidado, ela está atacada”, normalmente quando estou colocando o garfo na boca e chega uma pessoa pedindo para tirar foto.
J.P: Fazer rir cansa?
CP: Não, é tão gostoso… Mesmo no erro. Quando estou fazendo no palco e erro uma fala, as pessoas dão risada e isso é tão gratificante.
J.P: Atriz ou comediante?
CP: Me considero atriz, faço drama ou comédia. Tem uma galera que é mais comédia e se colocar para interpretar algo mais pesado, não tem a mesma intensidade.
J.P: Um papel inesquecível?
CP: Zezé, de Avenida Brasil. Foi ela que me trouxe para o mundo e me fez famosa.
J.P: Já conheceu alguma Carminha?
CP: Graças a Deus ainda não,
mas eu amava a Carminha… Aquela peste.
J.P: Se pudesse mudar alguma coisa em você, o que seria?
CP: Deixaria de ser olho grande. Para comida, tá? Sou feliz com meu corpo, nunca deixei de fazer nada, mas se pudesse daria uma maneirada por questão de saúde.
J.P: Vive em uma eterna briga
com a balança?
CP: Procuro não passar do tamanho que estou. Uso 52 e quero chegar ao 50. Monitoro porque não é bom para o fígado, joelho… Mas não me privo. Às vezes tenho fome de mendigo e chego a tomar três milk-shakes no fim de semana.
J.P: O que te faz quebrar a dieta?
CP: Perguntar isso para um gordo não faz sentido. Gosto de tudo! Amo desde sorvete e lasanha
a coxinha de galinha. Só não
me dê quiabo.
J.P: Sem glúten ou sem lactose?
CP: Com tudo, bota com glúten e lactose!
J.P: Você tem um manifesto para falar de aceitação do corpo. Gosta de ser chamada de gordelícia?
CP: Eu não me ofendo, mas tem gente que não gosta. As gordelícias são lindas, bem resolvidas, se vestem bem e do seu jeito. Eu me acho uma gordelícia, delícia.
J.P: Quando é brincadeira e quando é preconceito?
CP: Depende do tom que a pessoa te fala. Até para dizer algo que não gosta tem de ter respeito.
J.P: O que não sai da sua cabeça?
CP: Fazer festa. Depois que fiz
o meu casamento, toda hora já estou pensando na comemoração do ano que vem.
J.P: Mania?
CP: Ficar pintando ou colando unha postiça.
J.P: Vício?
CP: Gosto de música. Se deixar fico cantando 24h. Também gosto de criar coisas, artesanato. Agora estou fazendo relicário. Tá na moda.
J.P: Melhor conselho que já deu?
CP: Esse eu dou todo dia quando olho no espelho: “Você é feliz e seu dia será maravilhoso. Tenha fé!”.
J.P: Melhor conselho que já ouviu?
CP: Guarda dinheiro porque a gente não sabe o que vai acontecer amanhã. Minha mãe fala o tempo inteiro: “Claudiaaaaaa, cuidado!”.
J.P: O que faz com o seu dinheiro?
CP: Agora tenho minha casa, então já tenho onde cair morta. Então fico pensando: será que compro o carro ou guardo o dinheiro? Agora já comprei o carro também, então estou guardando dinheiro.
J.P: Uma extravagância?
CP: Quando fui para Nova York pela primeira vez fui a uma loja enorme, tipo um mercado Extra inteiro de plus size. Comprei tudo o que tinha no meu número.
J.P: Um talento que
ninguém conhece?
CP: Costura. Adoro criar roupa, tenho várias ideias, corto, costuro, tanto que acabei de comprar uma máquina.
J.P: Quem gostaria de ser?
CP: Beyoncé, mas sei lá… Posso ser mais feliz que ela.
J.P: Ser negro e bem-sucedido no Brasil é?
CP: Difícil! O preconceito existe muito ainda e eu me faço de cega, finjo demência e o preconceito é
do outro.
J.P: O que faz para ser feliz?
CP: Vou para Campos de Goytacazes com minha família e fico no quintal de casa fazendo um churras e falando da vida alheia.