03.08.2017  /  13:06

Isis Valverde sobre cena de surra: “feministas levaram pro lado errado”

Cena de Isis Valverde na novela || Créditos: Reproduçao Instagram

Se o assunto é “A Força do Querer”, a surra que Ritinha [Isis Valverde] deu em Irene [Debora Falabella] para defender Joyce [Maria Fernanda Candido], sua sogra, que estava em um embate com a amante de seu marido ainda é o tópico preferido. A cena, pico de audiência da novela das nove da Globo, foi supercriticada pela patrulha feminista… O argumento: por que duas mulheres brigando fazem tanto sucesso e por que não foi o marido que apanhou?

Com a palavra, Isis. “As feministas levaram isso para o lado errado, contraditório. Rebater só por que são duas mulheres? Sou feminista e feminismo pra mim é querer o bem de outra mulher, e não o mal dos homens. A Irene é má, independente de qualquer coisa, e a Ritinha foi defender a Joyce, que estava sendo agredida com palavras e gestos. Ela estava indo pra cima da Joyce! Não dá pra tampar o sol com a peneira. Ritinha fez o papel daquela amiga louca que chega na hora certa. As feministas analisaram de forma errada. Era uma mulher ajudando a outra, e não o contrário”.

Mas a “culpa” maior não é do marido? “Ele também é um idiota e o público também não gosta dele, escuto nas ruas as pessoas o chamando de embucho pra baixo. Pra mim, ele é um burro caindo nas garras de uma psicopata”.

Isis garante que não idealiza seus relacionamentos, nem nada na vida. “A vida é maior do que a gente. Se você idealiza muito, pode ter certeza que vai cair um pé d’água e acabar com tudo”.

Sobre o caráter de Ritinha, que engana sobre a paternidade do filho, trai, mas tudo com aquela carinha de ingênua/ boazinha…”A Ritinha acha que é sereia, tem um mistério, não dá muito pra entender. Ela é amoral. Uma força da natureza… É como um tsunami: mata muitas pessoas, mas ninguém deixa de ir à praia”.

Nosso papo com a atriz foi essa quarta-feira no Rio, na première de “Malasartes”, sobre o personagem folclórico, no qual ela interpreta sua namorada. “Minha personagem é delicada e doce, mas não frágil. O filme tem um lado mineiro, bucólico, lembra minha infância. Minha avó contava pra mim a história do Malasartes. A trama fala sobre saber do que você é capaz e por que o medo trava suas capacidades”. Perguntamos o que, pra ela, é pior em um namorado: ser preguiçoso, sem coragem ou imprestável, características atribuídas ao protagonista na sinopse. “Meu Deus, as três. Não namoraria ninguém que tivesse um desses defeitos”. (por Michelle Licory)