Sem poder fazer shows por causa da pandemia, Rita Cadillac entra para o OnlyFans: ‘Não tem como não mostrar meu bumbum, mostrei minha vida inteira’

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Roda, roda, roda e avisa que Rita Cadillac está na área. Aos 66 anos, e sem poder fazer seus shows por conta da pandemia, a bailarina, musa dos presidiários, atriz, cantora e agora influenciadora digital acaba de entrar para o OnlyFans, aplicativo de conteúdo adulto, no qual ela promete apimentar a internet colocando seu derrière para jogo – e ainda ganhar uma grana. Ela conta segredos de Chacrinha, que o técnico Tite é seu eleito para um show particular e que já levou todos os tipos de cantadas. Rita “é bom para o moral”. Espia!

por Fernanda Grilo

J.P: RITA CADILLAC SEM SEU BUMBUM SERIA…
RITA CADILLAC: Ih, acho que aeromoça ou qualquer coisa, menos a Rita Cadillac bailarina.

J.P: COMO CONHECEU O ONLYFANS?
RC: Já tinha visto o app e falava “muita coragem”, mas cada um faz o que bem quiser e sabe onde aperta o seu calinho. Até que a Aritana Maroni [participante de quatro reality shows] me disse: “Somos maduras e não tem trabalho, por que não entrar?” Aí eu vi um pôster da Anitta e [pensei]: “Oi? Se ela está lá, como não vou tentar?”

J.P: E COMO TEM SIDO SUA PRESENÇA NO APLICATIVO?
RC: Só não faria o que fosse me machucar, fetiches loucos, pornografia. Vou focar mais no lado sensual e picante… Não tem como não mostrar meu bumbum, mostrei minha vida inteira.

J.P: JÁ GANHOU DINHEIRO COM O ONLYFANS?
RC: Calma, entrei faz pouco tempo. Tem que produzir conteúdo, estar lá é pior que Instagram, é um trabalho mais elaborado.

J.P: COMO TEM SIDO A REPERCUSSÃO?
RC: Muito boa. Desde a época da ditadura, mostrei os seios, todo mundo já viu meu bumbum, fiz todas as revistas que já existiram. Se soubesse, teria entrado no ano passado.

J.P: QUAL A CANTADA QUE MAIS RECEBE?
RC: Já levei todas as do mundo, sempre dou uma esperança (risos).

J.P: COMO LIDA COM OS HATERS DA INTERNET?
RC: Já tiveram mais, eles foram sumindo quando comecei a postar fotos sensuais para mulherada ver que uma pessoa de 66 anos pode fazer as mesmas coisas que uma de 20, uma gordinha, uma magrinha, desde que se sinta bem.

J.P: JÁ SE APAIXONOU POR UM PRESIDIÁRIO?
RC: Não, porque não apareceu a pessoa, mas não teria problema nenhum, até fui madrinha de alguns internos. Quantas vezes saí da minha casa para almoçar na cadeia, sou da época que eles faziam a própria comida.

J.P: PARA QUEM FARIA UM SHOW PARTICULAR?
RC: Tite, técnico da seleção brasileira. Eu o respeito, acho lindo o relacionamento com a esposa, mas ele é muito atraente. Se fosse solteiro…

J.P: O QUE NINGUÉM SABE SOBRE O CHACRINHA?
RC: Ele tinha medo de avião e sempre que precisava voar levava junto um monte de santinhos no bolso. Também era sério e fazia os programas de samba-canção.

J.P: UMA EXTRAVAGÂNCIA?
RC: Viajar, mas agora está impossível: não podemos e estou sem grana. Vou ter que ralar muito para fazer extravagância de novo, ir para Nova York, Itália…

J.P: REMÉDIO PARA DOR DE COTOVELO?
RC: Me olhar no espelho, meu amor, e perguntar: “Você merece chorar por causa de um homem?”

J.P: MAIOR LOUCURA QUE FEZ POR AMOR?
RC: Anos atrás, saí de um show em Belém, no Pará, e fui para o Rio de Janeiro encontrar o amor da vida, dar uns beijos e voltar para fazer os outros shows na cidade. Se encontrar outro amor, faço de novo.

J.P: O QUE É FEMINISMO PARA VOCÊ?
RC: Lutar contra as opressões, diferença salarial e por direitos iguais. Parece que estamos no século da minha bisavó. Homem não levanta a mão para mim!

J.P: O QUE MUDARIA EM VOCÊ?
RC: Nada.

J.P: COMO É ENVELHECER?
RC: Tão normal que, para mim, o que envelhece mesmo a pessoa é a cabeça. Se você for aberto, sem preconceitos, o corpo envelhece, mas a alma permanece jovem.

J.P: QUAL É O SEU SENTIMENTO MAIS PRESENTE NA QUARENTENA?
RC: A falta do público. Não é solidão, mas estou sentindo falta do trabalho, de poder abraçar.

J.P: QUAL COMIDA TE FAZ QUEBRAR A DIETA?
RC: Não vivo de dieta, amo uma bela feijoada.

J.P: O QUE NUNCA DIZER PARA OUTRA PESSOA?
RC: Uma fofoca que possa estragar a vida dela.

J.P: DO QUE SE ARREPENDE?
RC: Nada de nada.

J.P: QUANDO VOCÊ MENTE?
RC: A Rita não mente, omite.

J.P: COMO GOSTARIA DE MORRER?
RC: Dormindo, meu amor, ou no palco.

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