No dia em que Steve Jobs completaria 66 anos, 4 previsões sobre o futuro que ele fez e se tornaram realidade

Steve Jobs || Créditos: Reprodução

Steve Jobs completaria 66 anos de vida nessa quarta-feira caso não tivesse nos deixado, em 2011. Um dos maiores empresários das últimas décadas, que provavelmente será lembrado pelas gerações futuras da mesma forma como grandes nomes como Henry Ford (carros) e Andrew Carnegie (metalurgia) são lembrados hoje, o cofundador da Apple foi um gênio da indústria de computadores e afins e sempre sacou antes de todo mundo quais seriam as próximas tendências em seu meio.

Quer a prova? Então continua lendo que aí embaixo a gente lista 4 previsões acertadíssimas que Jobs fez anos antes de se tornarem, uma a uma, realidade… (Por Anderson Antunes)

O empresário com o “produto número um” da Apple || Créditos: Reprodução

1. “No futuro, as pessoas usarão computadores só por diversão”

A frase acima foi dita por Jobs no começo dos anos 1970, e antes do lançamento do primeiro computador da Apple, o Apple I, em 1976, numa entrevista que ele deu para a revista “Playboy” dos Estados Unidos. Muita gente riu dele por causa da declaração, já que naqueles tempos os computadores eram vistos como máquinas para uso industrial e só. Mas já em 1984, pelo menos 8% dos lares americanos tinham computadores pessoais, e dados de 2017 apontaram que naquele ano cada casa dos EUA tinha ao menos dois produtos da Apple.

Riram de Jobs e no fim quem levou a melhor foi ele, de novo || Créditos: Reprodução

2. “Nós vamos usar os computadores para interagir uns com os outros”

De novo, quase todo mundo riu de Jobs quando ele falou isso, lá em 1985. E olha que aquela altura a Apple já dava sinais de que seria uma companhia inovadora, mas daí a cogitar que os computadores substituiriam os telefones, por exemplo, era algo “fora da casinha” demais para alguns. O que de fato aconteceu é que não somente nós realmente acabamos usando os PCs como meios de comunicação, como hoje em dia vários outros produtos – de geladeiras a aspiradores de pó a smartphones e “mordomos virtuais” como a Alexa, da Amazon – servem para o mesmo fim, sem falar que representam um segmento com potencial de atingir US$ 11,1 trilhões (R$ 60,1 trilhões) em valor de mercado daqui a seis anos, segundo o McKinsey Global Institute.

Jobs e o primeiro PC da Apple com mouse || Créditos: Reprodução

3. “Os computadores pessoais terão um mouse”

Sim, nem sempre os PCs tiveram mouses, e o primeiro a previr que isso viria a surgir foi, mais uma vez, Jobs. Na mesma entrevista para a “Playboy” que deu no começo dos anos 1970, ele previu que o periférico se tornaria necessário na informática como uma forma de facilitar o entendimento das pessoas sobre tudo aquilo que aparecia na tela do computador, como uma espécie de “explicação sem o uso de palavras”. “Se eu quiser dizer para uma pessoa que ela tem uma sujeira na camisa, não farei isso linguisticamente”, Jobs explicou. “Eu simplesmente vou apontar para a sujeirinha [com o mouse], e apontar é uma metáfora que todos nós conhecemos”. Mais Jobs, impossível.

A IBM perdeu espaço, exatamente como ele previu || Créditos: Reprodução

4. “Os softwares serão competitivos, mas os hardwares serão monopolizados”

E não é que Jobs estava certo mais uma vez? Em meados dos anos 1980, quando a IBM dominava o mundo da tecnologia, ele disse que no futuro a empresa teria como principal concorrente a Apple. Atualmente, é claro, existem outros “players” poderosos, como a Samsung e a Dell, mas de fato a IBM perdeu bastante musculatura nas últimas décadas. E os softwares, embora também monopolizados por gigantes como a Microsoft, a Alphabet (Google) e a própria Apple, são um território livre no qual apps que surgem do dia pra noite podem se tornar negócios multibilionários em pouquíssimo tempo.

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