Monica Iozzi

Monica Iozzi abre o jogo sobre namoro, trabalho e política: “As pessoas tendem a achar que sou estranha”

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Monica Iozzi  na pré-estreia de “Mulheres Alteradas” || Créditos: Bruna Guerra

Monica Iozzi entra em cartaz nos cinemas no dia 5 de julho com o longa “Mulheres Alteradas”, de Luis Pinheiro, inspirada nas histórias feministas da cartunista argentina Maitena. No  longa, ela será Sônia, mãe de dois filhos pequenos, cansada da vida de dona de casa e ligeiramente solitária, já que o marido viaja muito a trabalho. Uma mulher “doce, leve e em seu nível máximo de estresse”, descreve a atriz. As outras “mulheres alteradas” da comédia, que promete uma forte identificação com o público, são Maria Casadevall, Deborah Secco e Alessandra Negrini. Glamurama conversou com Monica sobre sua personagem, novos projetos – que inclui convites para voltar a apresentar programa de TV -, política e amor, claro!

Glamurama: Quais são suas expectativas com a estreia de “Mulheres Alteradas”?
Monica Iozzi: “Mostrar que a comédia pode vir também da delicadeza e nem sempre do caricato – o que  também gosto de fazer.  O filme proporciona uma risada de identificação e não é para morrer de gargalhar.”

Glamurama: A ideia é que as mulheres se identifique com as personagens – já que elas têm uma pegada feminista?
Monica Iozzi:
“Na verdade qualquer pessoa deve se identificar com uma das quatro, não só as mulheres. Acredito que elas têm sim uma pegada feminista, mas não panfletária. É feminista a partir do momento que fala: ‘olha, nós podemos fazer o que a gente quiser.’  Neste sentido, também é progressista porque trata de mulheres passando por crises  – esperadas ou não – e como elas se viram a partir disso, sem se importarem com o pensamento alheio. O bonito é isso, uma comédia leve que fala de temas importantes.”

Moniza Iozzi como Sônia em “Mulheres Alteradas” || Créditos: Divulgação

Glamurama: Você se identifica com Sonia, sua personagem no filme? 
Monica Iozzi: “Dela eu tenho só a coragem, a forma como se atreve. Alessandra Negrini, por exemplo, fala que já passou pelos momentos das quatro personagens. Me identifiquei com as outras três, só faltou passar pela fase da minha personagem, que é mãe. As pessoas tendem a achar que sou aquela pessoa enlouquecida, estranha, mas tenho momentos de silêncio e quietude.”

Glamurama: Durante a coletiva você disse que o filme despertou a vontade de ser mãe. Como vai fazer? 
Monica Iozzi: “Não sei se é uma vontade muito clara, mas eu era muito negativa com relação a isso antes, achava que não cabia na minha vida, mas depois do filme, acho que faz sentido.”

Glamurama: Você recusou um papel em “Segundo Sol”, pois era comédia. A decisão foi compreendida pela Globo?
Monica Iozzi:
 “Foi. Lá não existe obrigatoriedade, a gente está numa empresa que respeita também a vontade criativa dos artistas e eles entenderam meu momento. Fiz dois projetos recentemente na casa, as séries “Carcereiros” e “Assédio”, e estarei em outro em 2019. A gente não faz um, mas acaba fazendo outro, oportunidade está aparecendo a toda hora.”

Glamurama: Como atriz, o que ainda pretende mostrar ao público?
Monica Iozzi: “Quero fazer bons papéis, comédia ou não. Não é desafio, quero me exercitar.”

Glamurama: Tem planos ou desejo de voltar a ser apresentadora?
Monica Iozzi: “Vontade eu tenho, claro. Estou com alguns projetos em vista e recebi convites, mas para aceitar algo tem que ser muito a minha cara, com a minha assinatura, e com certeza não é para já. Há uma vontade minha e também das emissoras em fazermos algo, mas esse projeto ainda tem que ser desenvolvido. Vamos ver quando vai rolar, mas deve ser um formato com plateia porque eu gosto do povo.”

Glamurama: Mantém contato com seus colegas do CQC? Acha que falta um programa que aborde questões políticas?
Monica Iozzi:
“Sim, sou amiga de vários dos meninos, a gente se vê bastante. E sinto falta sim, muita. A gente fazia uma cobertura política que desafiava o jornalismo mais tradicional. Com os políticos que temos, faz muita falta um programa mais contestador como era o ‘CQC’.

Glamurama: Há possibilidades do programa voltar ao ar?
Monica Iozzi: “Se isso acontecesse seria maravilhoso, mas não sei se a Band tem planos. Que eu saiba, não.”

Glamurama: Sua opinião crítica já te custou caro – caso Gilmar Mendes. Se pudesse voltar atrás, não teria dito o que disse?
Monica Iozzi:
“Não me arrependo de jeito nenhum. Não é porque perdi um processo que o que eu disse está errado. Mantenho minha opinião.”

Glamurama: Como vai o namoro com Gabriel Moura? Pretende casar?  
Monica Iozzi: “O namoro está ótimo! Estamos juntos desde dezembro e, por enquanto, só namoramos. Ele trabalha no mercado de terceiro setor, em uma ONG que ajuda crianças em situação de risco. Pelo amor de Deus, não me casa não!”

Glamurama: Quais os programas favoritos do casal?
Monica Iozzi: “A gente gosta de ler textos um pro outro. Enquanto eu lavo louça, por exemplo, ele fica lendo pra mim e vice-versa. Uma coisa meio século XIX.” (Risos) (Por Julia Moura)

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