Marca de Beyoncé é acusada de se beneficiar de trabalho escravo

Campanha de estreia da marca Ivy Park, estrelando Beyoncé || Créditos: Divulgação

A marca de roupas Ivy Park, criada em março deste ano por Beyoncé em uma joint venture entre a Parkwood Entertainment, empresa da cantora, e a fast fashion britânica Topshop, foi acusada na última semana de ter sua coleção produzida fora das condições básicas de trabalho. As peças da label são feitas em fábricas do Sri Lanka, onde trabalhadores recebem cerca de R$ 22 por dia, de acordo com uma investigação feita pelo jornal “The Sun”.

Uma série de trabalhadores da fábrica dividiram suas histórias com a publicação, revelando jornadas de trabalho que duram cerca de 10 horas por dia, com meia hora de almoço, e que a MAS Holding – nome da fábrica – paga a eles cerca de 18.500 rúpias (R$ 440) por mês. O valor fica acima do salário mínimo legal no país, que é de 13,5 mil rúpias por mês, mas ativistas defendem que o valor mínimo para sobrevivência no país deveria girar em torno de 43 mil rúpias.

“Esta é uma forma de escravidão”, afirmou ao “The Sun” Jakub Sobik , da Anti -Slavery International, órgão de combate ao trabalho escravo. “Há uma série de elementos aqui que assinalam as lacunas em termos de escravidão: a baixa remuneração, a restrição de movimento de mulheres à noite e prisão no local de trabalho. Empresas como a Topshop têm o dever de descobrir se essas coisas estão acontecendo, e isso demonstra que as inspeções éticas por essas empresas estão falhando.”

“A Ivy Park tem um programa de negociação rigorosamente ético”, disse a companhia quando procurada pela imprensa internacional em resposta às acusações. “Nós nos orgulhamos de nossos esforços contínuos em termos de inspeção de fábricas e auditorias, e nossos times pelo mundo trabalham muito próximos de nossos fornecedores e suas fábricas para garantir conformidade. Nós esperamos que nossos fornecedores conheçam nossos códigos de conduta e nós damos suporte para a realização desses requisitos.”

 

 

 

 

 

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