Ícaro Silva e Gustavo Machado || Divulgação Netflix

Ícaro Silva e Gustavo Machado encaram o desafio de atuar na série feminista ‘Coisa Mais Linda’: “Eles são obrigados a se reinventarem”

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Ícaro Silva e Gustavo Machado || Divulgação Netflix

Contagem regressiva para a segunda temporada de ‘Coisa Mais Linda’, série brasileira da Netflix que volta ao streaming nesta sexta-feira e traz à tona o Rio de Janeiro de 1960 com muita história de empoderamento, força e luta das protagonistas Malu (Maria Casadevall), Ivone ( Larissa Nunes), Thereza (Mel Lisboa) e Adélia (Pathy Dejesus).

Mas, como será que o elenco masculino pode também passar o recado da série? Glamurama conversou com Ícaro Silva e Gustavo Machado que dão vida aos personagens Capitão e Roberto, respectivamente. No papo, eles falam sobre a importância e influência dessas mulheres em seus papéis: “Os nossos personagens são obrigados a se reinventarem e se reeducarem senão perdem essas mulheres”, entrega Gustavo. Além disso, fazer parte de uma série com elenco feminino representando mulheres fortes e falar de temas tão importantes e atuais – como o feminismo e o machismo – é visto como necessário para os dois atores: “Existem muitas histórias que precisam ser contadas, têm feridas no Brasil que nunca foram tratadas, só aumentaram, como é o caso do racismo e do feminicídio. Precisamos olhar para isso e cuidar. A nossa série, por um viés feminino, apresenta novas histórias com esse olhar para o passado, mas que é totalmente atual”, explica Ícaro Silva. A série é uma boa ferramenta para trazer esse assunto para o telespectador, como conta Gustavo Machado: “É tudo que a gente precisa. Estamos nessa época de isolamento e vemos casos de feminicídio, de agressão dentro do lar aumentando enormemente. Uma coisa que nem era para existir. Qualquer coisa que a gente possa fazer para alertar e jogar a discussão para esse lugar é fundamental”, diz o ator.

Além dessa abordagem, ‘Coisa Mais Linda” também faz uma viagem pelo mundo da música daquela época com muita Bossa Nova e Jazz. Ícaro Silva, que tem explorado bastante o seu lado musical, contou para a gente como foi usar essa ferramenta com seu personagem: “O Capitão é um desses personagens que a música me trouxe. Eles precisavam de algum ator que tivesse alguma relação com a música. Eu não sou baterista, fiz aulas de bateria para ‘compor’ o Capitão”, entrega. Ele ainda fala a importância dessa veia musical do personagem: “Ele tem essa musicalidade do brasileiro, que é muito afro-brasileira e está misturada com a ‘sagracidade’ dos povos afrodescendentes e com a própria vida no morro. Isso atravessa o Capitão de maneira muito bonita. Ele é tradicional, um homem à moda antiga que tenta desconstruir a própria cabeça baseado no afeto que ele tem por essas mulheres. Existe esse lado bonito que é honrar as raízes, honrar os próprios afetos e lugares onde ele está inserido”.

Por falar em personagem, eles contaram com quais qualidades e defeitos definem Capitão e Roberto: “Um defeito do Roberto é arrogância e a qualidade seria a capacidade de amar”, entregou Gustavo. “Eu acho que uma qualidade do Capitão é a capacidade de escuta. Mas, ao mesmo tempo, um defeito dele é a teimosia. Mesmo escutando, ele ainda tem uma certa teimosia em mudar”, finaliza Ícaro. Dá um play para conferir a entrevista em vídeo completa! (por Luzara Pinho)

Imagens: Netflix || Edição de vídeo: Helton Filipe Ricardo

 

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