Geração Z: Ele invadiu as ruas da Europa, mas sempre esteve entre nós. Vamos valorizar o crochê nacional!

Cesca Civita // Reprodução Instagram

Preparem-se, porque se tem uma coisa que o Brasil sempre saiu na frente e que hoje o mundo da moda está reverenciando, é o crochê. Sim, aquele crochê maravilhoso que encontramos em várias cidades de interior feito por mãos super habilidosas e passado de mãe para filha. Esse crochê com cara de avó está inundando as passarelas – e as ruas – da Europa, nas mais diferentes linguagens: da mais sóbria até a mais divertida , colorida e ousada. Vale tudo, desde um vestido monocromático nude até um casaco patchwork coloridíssimo, tipo aquela colcha que nossas bisavós faziam para colocar nas camas. O mais legal é que, além de poder ir da praia ao gala, o crochê é atemporal e segue a linha que já divulgamos por aqui, a do slow fashion.

O que mais gosto é que posso usar minha criatividade e vestir da forma que quiser, com um jeans para fazer a linha despojada ou com hot pants para fazer a linha sexy. Posso ser ousada ou recatada, moderna ou clássica, o crochê atende a todos os estilos. Marcas do high-end como Hermés e Fendi aderiram, e a Rag & Bone, uma das minhas marcas favoritas de streetwear também. Tenho visto muitas bolsas de crochê, casacos, vestidos e até mini saias e cardigãs.

Eu, pessoalmente, encomendo minhas peças de profissionais maravilhosas daqui mesmo… e não é de hoje. Vamos apoiar a moda nacional, o talento das nossas artesãs e usar nossa identidade para criar looks exclusivos. Se vocês procurarem no Instagram encontrarão muitas profissionais, de norte a sul do país. Encontrei minhas fornecedoras assim, e não me decepcionei.

Quando ainda morava em Londres já levava para minhas amigas de lá biquínis de crochê feitos no Brasil, além de capas e blusas maravilhosas. Vamos usar e abusar daquilo que é nosso: o crochê… e não devemos nem esperar a Europa ditar moda para aderir.

Crochê nas passarelas internacionais // Reprodução Instagram
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