Geração Z: Audino Vilão evoca Nietzsche e as forças Dionísicas e Apolíneas para definir ‘arte’

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Apolo e Dionísio representam a arte por Nietzsche // Reprodução

Olhar para a arte é olhar para o absurdo, o infinito, o belo. É olhar para tudo e não entender nada muitas vezes. A arte é tão grande que particularmente não consigo me sentir confortável em defini-la em um simples adjetivo ou palavra, e da mesma forma é a vida. A vida é tão grande, complexa e incompreensível que simplesmente defini-la como boa ou ruim é como querer colocar um caldeirão de feijoada numa vasilha pequena.

E quem me inspira a dizer isso? Ninguém mais ninguém menos que meu velho querido amigo bigodudo Nietzsche! O filósofo alemão apelidado carinhosamente por mim de “roba brisa” é sem dúvidas um grande ícone da filosofia e inspiração a diversos autores e pensadores modernos. Dentro do que foi dito aqui podemos encontrar semelhanças com seu conceito de Arte, afinal Nietzsche era um grande fã de arte.

Nietzsche olha para a arte por meio de duas energias opostas que, em sua dança harmônica, resulta no que chamamos de arte. Essas energias recebem nomes vindos de antigos Deuses gregos, Apolíneo (Apolo) e Dionisíaco (Dionísio). Enquanto o Deus Apolo está ligado ao belo, ao bom, à ordem, o que na arte seria relacionado à organização teatral, roupas, maquiagens, efeitos especiais, cenário, atores, o belo na questão física, o Dionisíaco vem antagonizar trazendo o caos, a embriaguez (Dionísio é o Deus do vinho), simbolizando o sentimento, o que está além da razão, aquilo que só sentimos e não pensamos. Quer um exemplo de Dionisíaco puro? A música! A música está além da razão. Sabe aquele som que você adora e quando coloca até arrepia? Não consegue explicar, só sentir? Isso é o Dionisíaco!

E a junção da ordem e do belo, com o caos e o sentimento, dá origem a arte! Algo além da razão, puramente caos, mas na ordem, e assim é a vida também! A vida é algo que deve ser belo, porém caótico, afinal, não se vive apenas de sentimentos e tampouco de aparência, correto? Sempre deve haver razão, contudo, também há momentos em que o sentimento deve falar mais alto, a vida deve ser arte! Play para entender melhor essa história:

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