Heloisa Buarque de Hollanda desvenda a força da quarta onda do feminismo: “O corpo virou uma plataforma de expressão do poder”

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‘Quem está fazendo poesia agora?’ Foi esse questionamento de Heloisa Buarque de Hollanda fez para reunir vozes de uma nova geração de mulheres poetas no livro ‘As 29 Poetas Hoje’, que acaba de lançar e que fala sobre identidade, sexo, amor, fúria, política e o Brasil de agora.  Aos 81 anos, a escritora e estudiosa do universo literário revela que se surpreendeu com a quantidade de mulheres imersas nesse universo. Heloisa foi a convidada especialíssima da live dessa sexta-feira, com Joyce Pascowitch.

“Sempre preferi a poesia à prosa. A poesia tem uma coisa que é contraditória, fala mais rápido do momento. Poesia é o radar perfeito, ela chega antes da prosa. Fiz essa compilação sobre mulheres, por causa da quarta onda do feminismo. Sou feminista há 50 anos e de repente explodiu de novo, com a internet. São meninas incríveis. Corri atrás de tudo o que estava acontecendo com essa geração. Agora você tem poesia feminista, teatro feminista, música feminista. O Afrofunk, por exemplo, pega a ancestralidade para imaginar o futuro. A diferença é a alegria, a beleza, a atitude… é uma geração muito legal. E a internet fez toda a diferença nesse movimento. É sensacional.  Hoje o corpo virou uma plataforma de expressão do poder. Tenho impressão que o movimento feminista não volta mais para trás. A quarta onda se fez escutar. Agora está na moda. Antigamente as mulheres não assumiam tanto porque tinham medo de sofrer bullying. Chamavam de sapatão, de encrenqueira. As poetas de hoje estão aparecendo e vendendo muito”, comemora Heloisa.

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Play para escutar o papo na íntegra: