25.06.2020  /  11:35

Hackers descobrem documentos incriminadores envolvendo celebs e pedem milhões de resgate

Os criminosos virtuais estariam em algum lugar da Europa Oriental || Créditos: Reprodução

Os hackers que invadiram o banco de dados online de um badalado escritório de advocacia da Big Apple em maio, e que na época pediram US$ 21 milhões (R$ 111 milhões) de “resgate” para não revelar ao mundo o que descobriram, estão de volta com novas ameaças. Dessa vez os alvos do grupo de criminosos, que se autointitula REvil, são Nicki Minaj, Mariah Carey, LeBron James e Sean “Diddy” Combs, todos ex-clientes do advogado Alan Grubman, o alvo original do ataque virtual orquestrado logo no começo da quarentena, quando quase tudo em Nova York estava fechado.

Em se tratando dos três primeiros, os larápios de internet juram de pês juntos que descobriram papéis de processos arquivados pelos advogados deles e cujo conteúdo é pra lá de delicado, e por isso estão pedindo a cada um US$ 600 mil (R$ 3,17 milhões) para se manterem calados. Já no caso de Diddy, como os documentos acessados ilegalmente pelos hackers são referentes à produtora hollywoodiana dele, a Bad Boy Entertainment, o valor pedido é de US$ 750 mil (R$ 3,97 milhões).

A propósito, a MTV, que pertence ao conglomerado de mídia ViacomCBS Domestic Media Networks, também está na lista de empresas que estão sendo ameaçadas pelos hackers, por supostamente ter feito manobras judiciais a fim de intimidar concorrentes, e para não ver os papéis em que tudo isso é detalhado ganhando a luz do dia precisaria pagar um resgate de US$ 1 milhão (R$ 5,29 milhões) aos integrantes do REvil, que estariam com “muita pressa” em receber por seu silêncio.

Até agora, no entanto, o grupo não obteve sucesso com nenhuma dessas ameaças, nem mesmo depois de ter roubado documentos de várias ações judiciais que tiveram o presidente Donald Trump como réu e nas quais o político foi defendido por Grubman e seus sócios do Grubman Shire Meiselas & Sacks. O REvil, que provavelmente tem como base algum país da Europa Oriental, chegou a dobrar o valor do resgate inicial para US$ 42 milhões (R$ 222 milhões), mas ainda não conseguiu arrancar nem sequer um dolarzinho de quem quer que seja. (Por Anderson Antunes)