17.10.2017  /  9:00

Grazi Massafera em versão “selvagem, meio sem lei, que encanta os homens” – e psicopata!

Grazi Massafera como Livia || Créditos: TV Globo

Grazi Massafera estreia na próxima segunda-feira como Lívia em “O Outro Lado do Paraíso”, substituta de “A Força do Querer” na faixa das nove da Globo. Em entrevista recente pra gente, a atriz já fez um balanço de sua vida pessoal, falou sobre uma segunda gestação e ônus e bônus da fama: “Quem tá na linha de frente é pra tomar tiro” . Agora ela nos ajuda a desvendar a personagem da nova novela. Vem! (por Michelle Licory)

Lívia por Grazi

“Ela é uma menina selvagem, meio sem lei, que encanta os homens. Mas ter uma relação estável com pessoas assim como ela já é um pouco mais complicado…”, resume a atriz, que interpreta uma herdeira de fazendas de soja em decadência. Ela gosta de viver intensamente e segue o direcionamento dado pela mãe, Sophia, uma vilã totalmente sem escrúpulos – tipo “elite predatória”-  que acredita apenas no poder do dinheiro, papel de Marieta Severo. Livia vai se envolver com o personagem de Rafael Cardoso em cenas superquentes que já renderam até um flagra apimentado feito por um paparazzo durante uma externa.

Sensual, mas deprê?

Sobre a explosão de sensualidade da personagem… “Acho a Livia estranha, mais que sensual e sexy. Ela é meio deprê, sim, mas é difícil segurar personagem que seja deprê até o fim, então estou botando um pouco de humor nela, brincando com isso. Pra não ficar sempre deprê durante seis meses, ou seria um saco assistir. Não dá. Mas ela tem mesmo problemas psicológicos de criação, pai que morreu, irmão meio agressivo… Todo mundo ali naquela família é mais violento, usa a agressão pra lidar com as coisas da vida… O que eu tenho em comum com a Livia? Ser destemida, só isso. Tenho coragem. E quem tem coragem tem medo”.

Vilã, não: “doentinha”

Afinal, ela é vilã? “Depende do ponto de vista de cada um, de quem assiste. Nunca aconteceu de você achar a atitude de alguém vilania, mas a própria pessoa não? A grande vilã da trama é a minha mãe [Sophia]. Como sou filha dela, esbarra um pouquinho em mim. Influência, criação… Filho de peixe, peixinho é, como diz meu pai. Mas vilã, ai, credo! Não classifico assim, não. Ela é doentinha, um pouquinho ciumenta. Meu irmão, Gael [Sergio Guizé], ele também é ciumento, possessivo. Isso é de família. Puxo um pouco pra mim pra justificar. É uma família meio estranha que se ama do jeito deles”.

“Pequenos psicopatas, pessoas com quem a gente convive o tempo inteiro”

Mas ela não vai roubar o filho da cunhada [Clara, Bianca Bin]? “Mas aí é outra história. Isso é por causa da mãe. A mãe quer as esmeraldas da Clara e vai fazer de tudo pra conseguir. A Lívia quer muito gerar um bebê, vocês vão entender no ar. Ela não pode ter filho… Não justifica roubar de alguém, mas classifico a Lívia como uma mocinha que não deu certo. Ela tenta ter boas atitudes, mas não consegue. Olha de onde ela veio, essa mãe… A Lívia consegue tudo que quer, sempre foi mimada. E não pode ter filho? Pra ela isso é impossível! Quando a Clara descobre que está grávida, tem uma cena linda da Livia tendo sensações como se fosse ela esperando um filho, e não a cunhada. Ali ela ‘engravida’, na cabeça dela, como uma doença. São pequenos psicopatas, pessoas com quem a gente convive o tempo inteiro”.

“Foi suficiente para que eu perdesse a identidade”

Sobre a caracterização… “O figurino é muito lindo, mistura cowgirl com uma coisa meio hippie chic, boho. O cabelo queriam que eu pintasse de preto. Consegui ficar com esse castanho escuro. E foi suficiente para que eu perdesse a identidade. Via meu reflexo no espelho, no vidro de um carro e não me reconhecia. E quando acordava e via aqueles fios…. Era bastante estranho. Agora já está tudo bem e estou me achando linda”.