25.07.2020  /  9:00

No Dia da Mulher Negra, Glamurama lista produções de cineastas negras brasileiras que você precisa conhecer e assistir. Play!

Ana Flávia Cavalcanti, Sabrina Fidalgo e Camila de Moraes / Crédito: Instagram

Neste Dia da Mulher Negra – celebrado sempre em 25 de julho (vide abaixo) –, 0 cinema nacional produzido por mulheres negras merece ainda mais o nosso aplauso. Elas atuam, dirigem e produzem filmes, documentários e curtas que mostram o seu olhar em relação à vida. No atual contexto social, é necessário sair ainda mais da nossa bolha, conhecer realidades diferentes e estudar sobre racismo e privilégio branco. Por isso, fizemos uma lista com filmes feitos por mulheres negras brasileiras. Confira, aprenda e se divirta!

Rã (2019) – Ana Flávia Cavalcanti

O longa é dirigido por Julia Zakia e uma artista já muito conhecida na televisão: Ana Flávia Cavalcanti. Na trama, Val e suas duas filhas vivem sozinhas. Em uma madrugada são acordadas por alguém no portão, Neném Preto, amigo e funcionário do mercadinho, que faz um estranho pedido: usar seu quintal para colocar uma carga exótica. Mãe de família, ela hesita, mas acaba cedendo. Além de dirigir, Ana Flávia é protagonista!

Sem Asas (2019) – Renata Martins

Dirigido por Renata Martins, “Sem Asas” conta a história de Zu, um garoto negro de 12 anos. Ele vai à mercearia comprar farinha de trigo para a sua mãe e, na volta pra casa, descobre que pode voar.

"Sem Asas"

O curta-metragem “Sem Asas”, dirigido e roteirizado pela cineasta Renata Martins, estréia em São Paulo, no dia – 22/09/2019. O filme faz parte da Mostra Competitiva da 30º Festival Internacional de São Paulo, considerado um dos maiores festivais da América Latina. Confira o teaser e venha se emocionar conosco <3 – Cinemateca Brasileira Sala BNDES 22/08 às 21h – CineSESC 24/08 às 17h- Cine Olido 25/08 às 17h- CCSP 30/08 às 15hTeaser: Samia Lacerda Alencar <3

Publicado por SEM ASAS em Quinta-feira, 22 de agosto de 2019

O Dia de Jerusa (2014) – Viviane Ferreira

Lançado em 2014 por Viviane Ferreira, “O Dia de Jerusa” é um longa nada convencional. Silvia (Débora Marçal) trabalha com pesquisa de público para uma marca de sabão em pó. Ao bater na porta de Jerusa (Léa Garcia), é surpreendida com respostas nada convencionais, e o diálogo a leva a compreender a vida de outra maneira, menos rápida e menos quantitativa.

Rainha (2016) – Sabrina Fidalgo

O curta de Sabrina Fidalgo levou o prêmio de melhor filme pelo júri popular no Festival Internacional de Curtas do Rio de Janeiro em 2016 e conta a história de Rita (Ana Flavia Cavalcanti), uma moça cujo sonho é se tornar rainha de bateria da escola de samba de sua comunidade, é a mesma de muitas mulheres no Brasil e é a história de “Rainha”.

Café com Canela (2018) – Glenda Nicácio

Após perder o filho, Margarida (Valdinéia Soriano) vive isolada da sociedade. Ela se separa do marido Paulo e perde o contato com os amigos e pessoas próximas. Um dia, Violeta (Aline Brunne) bate à sua porta. Trata-se de uma ex-aluna de Margarida, que assume a missão de devolver um pouco de luz àquela pessoa que havia sido importante pra ela na juventude.

Amor Maldito (1984) – Adélia Sampaio

Amor Maldito foi o primeiro longa-metragem dirigido por uma mulher negra na história do cinema brasileiro e trata de um assunto polêmico. Baseado numa história real, o filme mostra a relação amorosa entre a executiva Fernanda (Monique Lafond) e a ex-miss Sueli (Wilma Dias)!

Dia Internacional da Mulher Negra, Latino-Americana e Caribenha é comemorado desde o início do século XXI, sempre nos dias 25 de julho. Em 1992, um grupo de mulheres decidiu que era preciso se organizar de alguma forma para reverter os dados de violência e desigualdade e que uma solução só poderia surgir da própria união entre mulheres negras. Assim, elas organizaram o primeiro Encontro de Mulheres Negras Latinas e Caribenhas em Santo Domingo, na República Dominicana, onde levaram ao evento, discussões sobre os diversos problemas e alternativas de como resolvê-los. A partir desse encontro, nasceu a Rede de Mulheres Afro-latino-americanas e Afro-Caribenhas. A Rede, junto à Organização das Nações Unidas (ONU) lutou para o reconhecimento do dia 25 de julho como o Dia Internacional da Mulher Negra, Latino-Americana e Caribenha.