04.05.2021  /  14:48

Geração Z: Audino Vilão analisa como funciona o “Centrão” político atual em comparação com Maquiavel

O engajamento político no Brasil nunca esteve tão em alta. Da greve dos “25 centavos” dos caminhoneiros à eleição do atual presidente da República, a busca por informações e termos usados dentro da política infelizmente se banalizou e perdeu o sentido. Por esse motivo, vamos discutir esses termos comumente usados no dia a dia das redes sociais e discussões políticas nos grupos da família de WhatsApp, para que possamos entender e popularizar de forma fácil e acessível o real sentido de cada um. Vamos começar por um dos mais citados e menos entendidos, o “Centrão”.

O Centrão não é uma bancada, não é um partido, não é uma bandeira em si, mas um grupo de partidos e parlamentares que jogam o jogo da velha política à la Maquiavel: governar sem perder o trono, negociar interesses e capital político, o bom e velho “O Príncipe”. Por mais que o Centrão em si não seja um partido único, podemos identificar partidos que fazem parte do centrão, sendo que mais de 200 parlamentares compõem esse grupo. Os participantes não possuem “ideologia” assumida, como, por exemplo, o socialismo defendido por partidos de esquerda ou o liberalismo capitalista defendido pelos de direita. Seus integrantes individualmente podem ter sua inclinação política, contudo obedecem às ordens de seus superiores (como presidente do partido, por exemplo) para votar estrategicamente as pautas e leis discutidas na Câmara.

Em tese, deveriam ser os mediadores entre os extremos, levando tanto as pautas da direita quanto da esquerda à serem debatidas de uma forma menos “opositora”, o que acaba não acontecendo na prática. O maior problema do Centrão é ser quase “invisível”, já que seus integrantes têm menor notoriedade e protagonismo em suas carreiras políticas. Dificilmente são alvos de manchetes ou entrevistas, mas suas ações têm um enorme peso sobre a massa. Assista o vídeo abaixo para discutirmos mais o assunto.