17.08.2018  /  14:39

Gabriel Leone: arrepio ao interpretar “Eduardo e Monica”, troca potente com namorada e por que é “outro homem” hoje

Gabriel Leone e Alice Braga como “Eduardo e Monica” || Créditos: Reprodução/ Instagram

Mal saiu de “Onde Nascem Os Fortes”, Gabriel Leone já emendou no filme “Eduardo e Mônica”, baseado na música de Renato Russo. Aliás, emendar já é predicado fixo de Gabriel. O rapaz está numa batida intensa há anos já, desde “Verdades Secretas”, de 2015. Glamurama foi conversar com o ator para saber que balanço ele faz de seu trabalho na trama das onze da Globo – e de mais uma vez ter dividido a cena com a namorada, Carla Salle – e como é pra ele dar vida a uma canção tão icônica, ao lado de Alice Braga. Vem ler! (por Michelle Licory)

Gabriel Leone || Créditos: Reprodução/ Instagram

Glamurama: Em “Onde Nascem Os Fortes”, tudo parecia muito bruto, à flor da pele. Em que sentido esse trabalho contribuiu para sua bagagem de ator? Foi mesmo uma estética diferente, um modo diferente de trabalhar?
Gabriel Leone: “Há tempos tenho admiração pela parceria do Zé [Luiz Villamarim, diretor], do Waltinho [Carvalho, diretor] e do George [Moura, autor]. Tudo que os caras fazem é muito acima de média. Foi um processo muito intenso, era a intenção desde início: construir personagens fortes, vivendo (e filmando) mais da metade da história na locação, no sertão, personagem fundamental para nós. Experimentar a linguagem deles foi um aprendizado enorme, muito também pela troca com o elenco brilhante que tive ao meu lado. O sertão é uma paixão na minha vida, presente em trabalhos recentes. Viver ele a fundo é sempre transformador. Voltei outro ator, outro homem”.

Glamurama: É comum casais de atores se formarem durante um trabalho. Isso é um fato. Mas como é quando você já está num relacionamento e troca com a pessoa também na ficção? Fica mais difícil ou mais fácil “entrar no personagem”, desligar da vida pessoal, ensaiar em casa, “proteger” a relação da carga do trabalho? Levando em conta os limites ator/ personagem, fica mais fácil ou mais difícil a interpretação? Ou tanto faz?
Gabriel Leone: “Eu e a Carla tivemos a sorte de emendar dois trabalhos juntos, um como irmãos e o outro como par, ambos por coincidência. Sempre tivemos um gosto artístico muito parecido e nossa troca tanto dentro quanto fora de cena é muito potente, nos somamos muito. Ao longo dos processos, fomos entendendo como é fundamental preservar nossa vida pessoal, saber focar e desfocar do trabalho”.

Glamurama: Você está virando craque em emendar trabalhos. Conceitos como “descansar a imagem”, “ócio criativo”, “período sabático” são para os fracos?
Gabriel Leone: “Acho importante o momento do ócio, de voltar a estudar, se reciclar, descansar. Porém nos últimos tempos surgiram oportunidades artisticamente tentadoras em sequência, por isso venho emendando sem parar. O que me atrai num projeto é um personagem interessante, uma história interessante, grandes profissionais”.

Glamurama: Na vida, esquecendo os gêneros, você está mais para Eduardo ou Monica?
Gabriel Leone: “Enxergo Eduardo e Mônica como um só, como parte de todos nós. Já fui muito Eduardo e já fui muito Mônica também”.

Glamurama: Você já tinha uma relação forte com a obra do Renato Russo?
Gabriel Leone: “Sou fã do trabalho do Renato e da Legião desde sempre, por conta dos meus pais, que viveram intensamente a época. Renato é meu poeta preferido, me emociona, me arrepia como ninguém. Foi uma honra dar vida a um personagem que saiu da cabeça e do coração dele. Foi divertido demais me arriscar na composição do menino de 16 e não teria sido assim sem minha parceira de cena gigante e generosa [Alice Braga]. Sem dúvidas um processo inesquecível, mais um transformador”.