21.11.2018  /  12:49

Fiuk supera trauma com ajuda de Xuxa, mira no setor automobilístico e confessa: “Não sou tão fã assim das músicas do meu pai”

Fiuk, novo empresário do setor automobilístico || Créditos: Reprodução Instagram

Depois da tempestade vem a bonança… Fiuk que o diga. Após ser passado para trás em negócios envolvendo um hobby seu, Drift (técnica de direção de carros que consiste em deslizar nas curvas escapando a traseira, fazendo o carro literalmente andar de lado), ele acaba de se lançar como empresário do segmento automobilístico com a criação do evento itinerante Drift Meet.

“É uma ideia que eu tenho desde 2010, quando comprei meu primeiro carro de drift e não tinha conseguido realizar até hoje”, conta ao Glamurama. O que o fez levar oito anos para concluir tal sonho, tem a ver até com seu pai, Fábio Júnior. “Meu pai sempre achou que era loucura, dizia ‘moleque, você está completamente louco!’, e nunca dei atenção,  até que passei por uma barra pesada que me fez acreditar nele e vender todos os meus carros”. O momento “hardcore” da vida de Fiuk aconteceu há três anos mas já foi superado e o investimento está sendo retomado. “Esse meio automobilístico tem muito pilantra, que se aproveita de meninos como eu que tem um sonho. Me usaram muito até eu pegar a manha do dinheiro. Eu era um meninão no meio deles e tomei invertida demais até chegar aqui.”

Detalhe: a retomada dele à modalidade se deu por causa da Xuxa. Oi? “O drift só voltou à minha vida por causa da Xuxa, quando ela me disse que só me deixaria participar do ‘Programa da Xuxa’ (que ia ao ar pela Globo) se eu a levasse para praticar. Em julho de 2016 levei, ela adorou e a partir daí as coisas foram acontecendo. Voltei a praticar e vi que era mesmo uma paixão. Decidi dar mais uma chance e deu certo”. E o rolê com Xuxa, como foi? “Legal! Ela tentou segurar a onda, dei um role sério e ela só ria. Quando terminamos as perninhas dela estavam tremendo.”

Atualmente Fiuk tem quebrado a cabeça com a organização dos eventos automobilísticos. “Minha vida está virando uma loucura. Já fiz um evento no Rio, um em Porto Alegre e no dia 24 faço um em São Paulo, no cartódromo de Aldeia da Serra. Está tomando uma proporção que não imaginava…” Por enquanto ele não tem sócios, mas já estuda parcerias, tá?

Além das quatro rodas, Fiuk também marca para o início do ano que vem o lançamento de seu primeiro EP solo, resultado de uma parceria com o DJ Bruno Martini, e vai incluir uma faixa feita em parceria com sua banda, Hori. Músicas em parceria com seu pai, Fabio Junior, ou sua irmã, Cleo? Não desta vez. “Por Cleo morar no Rio e eu em São Paulo acabamos tendo um pouco menos de contato”, explica. Com o pai, Fiuk segue trocando figurinhas sobre a carreira, mas com menor frequência,  já que Fabio Junior optou por levar uma vida pacata em um sítio no interior de São Paulo. As influências do pai na carreira dele não são diretas e as canções de Fabio Jr. não são as que mais tocam na playlist do filho. “Gosto do meu pai mas não sou TÃO fã assim, não escuto o dia inteiro… Minha música favorita é ‘Pai'”, revela.

Fiuk em um dos shows com sua banda Hori || Créditos: Reprodução Instagram

O lançamento do EP estava previsto para novembro, mas atrasou por conta da ‘Dança dos Famosos’, do qual ele foi eliminado há duas semanas.  “A Dança [dos Famosos] acabou com a minha vida, foi muito intenso, você tem que se dedicar senão fica muito para trás. Eu era muito inseguro, sempre tive banda de rock, o oposto da dança, mas a brincadeira foi muito bacana. Tive muita vergonha mas ultrapassei uma barreira.” Ainda sobre a experiência, completou: “É bom demais dançar, peguei gosto. A curtição acaba ficando meio inibida pela pressão do programa. Com certeza vou continuar a fazer aulas. O estilo que eu mais gostei de dançar foi forró, por mais estranho que pareça”, diverte-se o roqueiro. “É um estilo que eu admiro e tal, mas não escuto no dia a dia.”

Na TV, sem novidades por enquanto. Para ele, cada novo papel é um recomeço, “como se fosse a primeira vez”, o que deve tê-lo ajudado a abstrair das críticas que recebeu por sua atuação como Ruy em “A Força do Querer”. A não ser que apareça algo “incrível” na dramaturgia, ele avisa que pretende manter seu foco na música e no Drift Meet. (Por Julia Moura)