15.02.2019  /  9:00

Fernanda Gentil dá a letra sobre seu papel de mãe na vida real e no cinema… À entrevista

Fernanda Gentil || Créditos: Reprodução Instagram/ Elvis Moreira

Fernanda Gentil inicia o ano com outra grande novidade, além de sua saída do esporte para estrear no entretenimento da Globo: ela fará sua estreia como atriz no filme “Ela Disse, Ele Disse”, baseado na obra homônima de Thalita Rebouças. Gentil interpretará a mãe de Rosa, personagem de Duda Matte, protagonista da trama. Aliás tá aí um papel que a jornalista desempenha muito bem. Mãe de dois meninos – Lucas, 10, e Gabriel, 3 -, a maternidade chegou para ela muito cedo e de uma forma dramática. Lucas é filho de um tio de Fernanda, irmão de sua mãe. A mãe dele, Adriana, morreu vítima de câncer quando o menino tinha 1 ano e meio. Foi aí que Fernanda entrou em cena e assumiu a criação do bebê. Ela tinha apenas 20 anos na época.

Com um currículo extenso na TV, engana-se quem pensa que Fernanda não se sentiu desafiada em sua estreia como atriz. “Não sei qual é o maior desafio, o papel por si só já é um desafio imenso. É tudo muito diferente do que eu já fiz. O maior desafio é não atrapalhar o trabalho dos outros. A verdade é essa. Estou tentando fazer o meu minimamente bem para não atrapalhar o dos outros porque aqui só tem fera”, conta a atriz aos risos ao Glamurama, que quis saber como ela se preparou para o papel. “Li muito o roteiro, ensaiei em casa para mim mesma. O pessoal do filme e os outros atores, a própria Duda [Matte], que é uma querida, me ajudaram muito tirando dúvidas. Temos também a preparação de elenco e aí você entra no contexto”.

Fernanda Gentil || Créditos: Reprodução Instagram

Personagem x vida real
No começo das gravações Fernanda contou em seu Instagram que a personagem tinha semelhanças com seu lado materno – protetora, coruja, brincalhona, séria, grude. “Eu tenho muito da Paloma nisso. A nossa maternidade é bem parecida. Ela é uma mãe que tenta acompanhar o mundo da filha, tenta falar de igual pra igual, ser amiga, mas também cobra, dá bronca, paga os micos dela como mãe, e eu me vejo muito nela com os meninos em casa”, explicou e continua “Eu pago micos. Tento muito acompanhar, mas as vezes não dá, a gente fica mesmo pra trás. Mas o que vale é o esforço”, se diverte. Mas como a Fernanda consegue estabelecer os limites entre maternidade e amizade? “No mundo ideal quero ser mãe e amiga, mas se tiver que escolher um, quero ser mãe.”

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Mídias Sociais
Nos dias de hoje, uma das grandes preocupações dos pais para com seus filhos é a questão do abuso de videogames, internet e redes sociais, e a jornalista tem usado um recurso simples e efetivo na sua casa. “Não só videogame, internet e redes sociais, mas tudo lá em casa é na base do bom senso. Não tenho regras certas, horários e dias… É bom senso mesmo e confio muito que eles também vão ter esse sentimento em relação às coisas. Vão confiar que quando eu digo ‘deu’ é para eles pararem. E a gente faz muitos combinados também. O Gabriel geralmente negocia mais, ‘mamãe só mais esse’ e quando acaba ele me avisa e desliga. A gente tem esse trato no olho.” (por Paula Barros)