04.10.2019  /  10:06

Experiente Tony Gordon vence o “The Voice”: “Tive a chance de consolidar as impressões que uma vida inteira de música me trouxeram”

Michel Teló e Tony Gordon: campeões do The Voice || Créditos: TV Globo

Aos 53 anos, Tony Gordon venceu na noite dessa quinta-feira, o ‘The Voice Brasil’ consagrando Michel Teló como pentacampeão do programa. O cantor, que está com 274 mil seguidores no Instagram conseguiu a façanha de superar os três concorrentes: Willian Kessley (216 mil seguidores), Ana Ruth (188 mil) e Lúcia Muniz (168 mil) que tinham a juventude ao seu favor, em uma atração que cada vez mais se consolidou na internet, em busca do público mais novo.

Em uma das temporadas mais elogiadas pelo público e crítica, Tony  ganhou 36,62% dos mais de 18 milhões de votos do público, que foi recorde do “The Voice” no Brasil. Ao receber o troféu, o ganhador fez um discurso emocionado: “São 32 anos de carreira. Antes de entrar aqui eu era o Tony, filho de Denise Duran. Eu entrei no ‘The Voice’ e me tornei o ‘The Voice’. Agora eu sou o ‘Tony Gordon do The Voice’ e eu tenho muito orgulho disso. Aqui a gente representa o bom músico, o bom cantor. Eu não estou sozinho, são todos lindos. Tudo é muito de verdade e estamos aqui para passar essa verdade”, declarou o campeão.

Com a conquista de Tony, Michel Teló virou o técnico imbatível: “Gosto e me identifico muito com o Tony. É uma grande voz. Aos 53 anos a gente tem, sim, que ter a capacidade de renovar os nossos sonhos. Aqui a gente aprendeu muito com ele. Está só começando uma nova fase que eu tenho certeza de que vai ser de muito sucesso”. Aqui, um papo com o campeão, logo após a exibição do programa.

Como foi a sua experiência no programa? Qual foi o momento mais especial para você?

Toda a experiência do ‘The Voice Brasil’ é realmente uma busca por algo que, nos meus 32 anos de carreira, ainda não tinha encontrado. Foi um convite constante para sair de uma zona de conforto em que é fácil de se encontrar depois de tanto tempo fazendo a mesma coisa. Maluco isso, né? Muita coisa mudou, muita coisa se concretizou e muita coisa se confirmou. Mas faltava esse desafio novo para um pai/avô Tony. Alguns momentos foram muito emocionantes: o primeiro, quando o Teló virou a cadeira na primeira música (“You are so beautiful”) em menos de cinco segundos cantando. E, na sequência, os outros, com uma emoção e uma alegria de estar no lugar certo mesmo. Dá para ouvir na voz o que acontece. No programa em que me apresentei com “What a wanderful world”, quando cantava a frase “I see baby crying, I watch them grow”, não pude deixar de pensar na minha filha (até então não sabia se seria filho ou filha!) que estava para nascer.

Qual foi o seu maior aprendizado?

Acima de tudo, mais do que aprendizados, eu tive a chance de consolidar experiências e impressões que uma vida inteira de música me trouxeram. O Tony é o mesmo Tony cantando, andando na rua, ensaiando. A música que me moldou. Ver tudo o que está acontecendo comigo e com a minha carreira em razão da exposição do programa é uma confirmação de tudo o que eu mais acredito. Principalmente no poder da música e de se entregar com amor.

Como foi sua troca com Michel Teló? O que pode comentar sobre o técnico e também sobre IZA, sua primeira técnica no reality?

Desde o primeiro programa, quando ouvi o Teló falar as palavras dele, senti muita verdade em tudo o que ele dizia. Desde lá, sempre lembrei dele com um carinho tão grande que não poderia ter terminado em outro time. Trocamos bastante, ele é absolutamente incrível, carinhoso e, da mesma forma, vive uma verdade admirável em relação à música. Por isso, realmente, nos encontramos. Independente de estilos, nossa paixão e nosso drive são os mesmos. Foi incrível compartilhar impressões e diretrizes com ele. A Iza, idem. É uma querida sem tamanho a quem eu admiro muito. Ela representa muita coisa que, de alguma forma, me trouxe para onde eu estou hoje e, por isso, tinha que ter escolhido ela na primeira rodada. Aprendi muito com o que vivi no #TimeIza.

Você seguiu alguma estratégia no programa? Como foi seu relacionamento com o público?

Olha, a verdade é que eu não criei nenhuma estratégia específica para mudar meu jeito de ser e de interagir com o público. Nunca enxerguei uma distância entre artista e público. Na maioria dos meus shows, peço para que sejam sem palco para que eu possa interagir. Quem faz um show, quem faz a música, são as pessoas que a compartilham, não o cantor. Vivo isso todo dia. Vivo isso indo levar meu neto na escola ou indo cantar. Essa lição é, sem dúvida, o maior aprendizado que a música me trouxe e, no que depender de mim, seguirei assim para sempre. Quanto mais perto, quanto mais junto. Quanto mais gente em torno de música boa, melhor! Para todo mundo. O público sentiu essa verdade na minha música e tudo o que espero é que eu continue conseguindo passar quem eu sou na hora de cantar.

*Em tempo: Tony Gordon entrou no ‘The Voice Brasil’ pelo time de IZA. Ela foi a primeira escolha do cantor, depois de ter virado todas as cadeiras com a música “You are so beautiful”. Nas ‘Batalhas’, cantando “Easy” com Ana Ruth, ele deixou o time e, na mesma noite, com o “Peguei”, passou a integrar o grupo comandado por Michel Teló. Em sua primeira apresentação ao vivo, na ‘Rodada de fogo’, fez uma belíssima performance de “What a wonderful world” e foi escolhido pelo técnico na disputa com Fabiana Oliveira. Na fase de ‘Shows ao vivo’, foi o público que o salvou por duas vezes: quando cantou pela primeira vez em português no programa – a canção “Você”, de Tim Maia – e quando se apresentou com a canção “Unforgettable”. Na ‘Semifinal’, levou a melhor com “With a little help from my friends” e garantiu a vaga na ‘Final’, em que cantou “O portão”, de Roberto e Erasmo Carlos.