Ex-funcionária do Google, Gretchen Andrew se torna artista renomada depois de hackear os resultados de busca da empresa

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A arte de Gretchen Andrew || Créditos: Reprodução

Sabe aquela história do feitiço virou contra o feiticeiro? Então, é mais ou menos assim que a trajetória da americana Gretchen Andrew, de 33 anos, pode ser contada. Formada em Sistema da Informação, ela fez carreira dentro do Google, no Vale do Silício,  e deixou seu emprego na Gigante de Buscas por insatisfação e decidiu se tornar pintora. No entanto, está enganado quem pensa que ela abandonou seus aprendizados ao deixar o ofício no Google. Gretchen aproveitou a experiência no mundo da tecnologia e, principalmente, como o sistema da gigante de tecnologia opera internamente para tornar o seu trabalho como pintora sucesso na web. Tudo isso usando os ‘truques’ do portal de pesquisa para alcançar o topo dos resultados do Google na divulgação de suas obras.

“Quando saí, decidi que a internet me transformaria em outra coisa que eu não era: essa coisa chamada artista. Eu estava chateada com o que estava acontecendo comigo pessoalmente no Vale do Silício, mas também acreditava ainda no potencial dessas ferramentas e desses sistemas. E então meu trabalho pode realmente ser visto daquele momento em diante como uma exploração do uso do sistema que eu não senti que foi projetado para mim ou para uma diversidade de pessoas, mas fazendo funcionar para mim e adquirindo as habilidades e maneiras de que poderia ser apropriado por mim e usado por mim para ser levado a sério e ser considerado um inovador em tecnologia”, explica Gretchen em entrevista ao portal de lifestyle “Fast Company”.

Provando seu conhecimento, em sua exposição mais recente, na Annka Kultys Gallery de Londres, Gretchen tem convidado os visitantes a explorarem suas obras de arte físicas, e usar os próprios smartphones para verificar os resultados da pesquisa que priorizam seu trabalho. “Não espero que o governo regule isso [as manipulações dos mecanismos de pesquisa]. Eu não espero que a grande tecnologia se desculpe. Eu pego os sistemas como existem e infiltro as informações […] Eu vejo a forma como a pesquisa funciona, a aplicação do SEO – (Search Engine Optimization) conjunto de técnicas que visa posicionar um site nos primeiros resultados de mecanismos de busca online -, a forma como o SEO impacta a inteligência artificial […] E eu injeto essa informação estranha, feminina e cintilante nela”, disse ela. O que será que os fundadores do Google, Larry Page e Sergey Brin, estão pensando sobre isso, hein?