23.02.2019  /  9:00

Estudo aponta que o machismo ainda não permite que as mulheres enriqueçam nos Estados Unidos

Casar com homem rico é o caminho || Créditos: Getty Images

De acordo com um estudo recém-divulgado pela Universidade da Carolina do Norte, dos Estados Unidos, a forma mais fácil para que mulheres entrem para o seleto universo dos 1% mais ricos do mundo é se casando com pessoas que já fazem parte dele. Levando em consideração os gastos das pessoas mais ricas dos Estados Unidos – aquelas cuja renda familiar supera os US$ 845 mil anuais (R$ 3,18 milhões) – entre 1995 e 2017,  só 15% são impactados pelos ganhos das chefes de família, enquanto 5% têm uma mulher como principal responsável pelas contas da casa. “As mulheres, em sua maioria, se tornam ricas por meio do casamento e obtendo acesso à riqueza do cônjuge”, concluíram.

Responsável pelo estudo e titular da cadeira de sociologia da universidade, a professora Jill Yavorsky acredita que isso aponta um problema ainda maior do que o imaginado por especialistas quando o assunto é a igualdade de gêneros. “As mulheres da elite, assim como as mais pobres, também sofrem para se igualar aos homens em questões de trabalho, por exemplo. Muitas têm dificuldades para conseguir empréstimos bancários a fim de ter seus negócios e também para atrair investidores para essas empreitadas. Sem falar naquelas que não são promovidas a CEO ou outros cargos de comando por puro machismo”, disse Yavorsky.

Difícil não lembrar que tal constatação surge justamente em um momento em que o homem mais rico do mundo, Jeff Bezos, corre o risco de ter que transferir metade de sua fortuna para a ex-mulher, a escritora Mackenzie Bezos. Os dois anunciaram no começo de janeiro que decidiram se divorciar e, apesar de estarem tratando o rompimento de forma aparentemente amigável, pelas leis do Estado americano de Washington, onde eles se casaram, Mackenzie tem direito à metade dos US$ 133,9 bilhões (R$ 503,7 bilhões) que fazem do fundador da Amazon o número um entre todos os “one percenters” do planeta. (Por Anderson Antunes)