14.12.2018  /  9:48

Estudo aponta que filmes hollywoodianos estrelados por mulheres faturam mais do que produções dominadas por homens

Patty Jenkins e Gal Gadot || Créditos: Getty Images

Um dos maiores tabus de Hollywood acaba de ir por terra – finalmente! – graças a um estudo recém-publicado nos Estados Unidos, e cuja conclusão aponta que o momento atual do showbiz é das mulheres. Só que ao invés de focar nas estatísticas, os responsáveis pelo levantamento feito pela empresa de tecnologia americana Shift7 e encomendado pela poderosa agência de celebridades Creative Artists Agency (CAA) usaram cifras para provar que o poder finalmente está nas mãos delas.

Glamurama explica: por décadas acreditou-se que o grande público estava mais inclinado a pagar ingressos para assistir filmes estrelados por homens, mas o que se viu nos últimos tempos foi justamente o contrário, com os principais campeões de bilheterias sendo capitaneados por elencos femininos. Isso fica evidente quando se analisam os faturamentos das 350 produções mais assistidas nos cinemas americanos entre 2014 e 2017.

Destas, 245 tiveram atores nos papeis principais, enquanto as 105 restantes foram dominadas por atrizes. Acontece que os títulos desse último grupo são justamente os mais bem-sucedidos financeiramente no período estudado, ao exemplo do blockbuster “Mulher-Maravilha”, estrelado por Gal Gadot e dirigido por Patty Jenkins, que arrecadou mais de US$ 821 milhões (R$ 3,18 bilhões) mundo afora e foi o terceiro mais assistido de 2017 depois de “A Bela e a Fera” e “Star Wars: O Último Jedi”.

Criadora da ONG Geena Davis Institute on Gender in Media, que se dedica à análise do empoderamento feminino na indústria de entretenimento, Geena Davis comentou em nota o resultado do estudo declarando o óbvio: “A verdade é que mulheres e garotas na telona não é algo bom para todo mundo e especialmente para as crianças, mas sobretudo é garantia de boa diversão e de ótimos negócios”, disse a atriz. Como dizem certos bambambãs hollywoodianos, contra fatos não há argumentos. (Por Anderson Antunes)