08.06.2019  /  9:00

Estrela de “Bacurau”, que conquistou Cannes, Sônia Braga apaga as velinhas. Relembre os melhores momentos da atriz!

Sônia Braga || Créditos: Reprodução

Principal atração de “Bacurau”, o longa com ares de “western brasileiro” dirigido por Kleber Mendonça Filho que em maio levou o Prêmio do Júri no Festival de Cannes, Sônia Braga tem grandes chances de ser uma das atrizes mais celebradas da temporada de premiações em Hollywood que vai rolar no começo de 2020, uma vez que a produção é desde já uma forte candidata a concorrer nos próximos Globo de Ouro, Oscar e afins como um dos melhores filmes estrangeiros desse ano.

Acontece que Braga – que completa 69 primaveras nesse sábado, boa parte delas vividas fora do Brasil -, não é nem um pouco estranha a esse tipo de mega-evento, até porque dá pra dizer que a brasileira é a atriz dessas bandas que mais fez sucesso no exterior desde Carmen Miranda (que nasceu em Portugal mas, convenhamos, sempre foi nossa).

Em homenagem à mais internacional das estrelas da telinha e da telona que abrilhantam essa constelação ao sul do Equador, Glamurama lista a seguir as vezes em que Braga mais bombou em outros territórios. E aproveitamos para desejar desde já que ela volte o quanto antes possível aos red carpets da gringa, claro! Continua lendo… (Por Anderson Antunes)

A atriz e seus dois maridos da telona: José Wilker (à direita) e Mauro Mendonça || Créditos: Reprodução

Com o papel-título de “Dona Flor e Seus Dois Maridos”

O filme de Bruno Barreto foi lançado em 1976 no Brasil, bateu recordes de bilheteria por aqui mas entrou em circuito mundial somente no começo dos anos 1980. E de quebra também se tornou um hit nos cinemas de vários países e um queridinho da crítica, razão pela qual foi destaque em premiações como o Globo de Ouro e o BAFTA de 1981. Nessa última quem brilhou sozinha foi Braga, indicada a Melhor Protagonista Revelação do ano (quem acabou levando a estatueta da categoria pra casa Judy Davis, pelo drama “My Brilliant Career”).

Braga em cena do filme de Hector Babenco: poderosíssima || Créditos: Reprodução

Como a protagonista de “O Beijo da Mulher Aranha”

O sucesso de “Dona Flor…”, que ganhou até um remake hollywoodiano estrelado por Sally Field, James Caan e Jeff Bridges, transformou Braga naquilo que os americanos chamam de “household name” – ou seja, ela se tornou um nome conhecido e meio que encarnou a Penélope Cruz de sua época. Foi então que a atriz conseguiu o maior papel de sua carreira até hoje, como a protagonista, ao lado de Raul Julia, de “O Beijo da Mulher Aranha”, de 1985, indicado a quatro Oscars e vencedor de um, o de Melhor Ator, que foi para William Hurt.

Raul Julia e Sônia Braga em cena: os dois repetiram a parceria várias vezes || Créditos: Reprodução

Fazendo dobradinha com Raul Julia em “The Burning Season”

Depois de anos sem se destacar no cinema ou na televisão americanos, Braga voltou com tudo em “The Burning Season”, um telefilme de 1994 da rede americana de TV “HBO” baseado na vida de Chico Mendes e inspirado em um livro de mesmo do nome do jornalista americano Andrew Revkin. Mais uma vez, a atriz voltou a atuar lado a lado com Julia (que interpretou Mendes), no que viria a ser o último papel do astro. E foi um sucesso para ambos, com Braga recebendo indicações de melhor atriz tanto no Globo de Ouro quanto no Emmy de 1995.

A brasileira com Kim Cattrall: as duas foram amantes em SATC || Créditos: Reprodução

Com aquela ponta de luxo bafônica em “Sex and the City”

Nos anos 2000, não restam dúvidas de que o grande trabalho de Braga na década foi como a Maria Diega Reyes na série da “HBO” produzida e estrelada por Sarah Jessica Parker. Ela apareceu em apenas três episódios, fazendo par romântico com a personagem de Kim Cattrall, naquele que é considerado pelos fãs como um dos melhores momentos da atração icônica. A brasileira não chegou a ser indicada a receber nenhuma honraria pela ponta de luxo, mas em compensação foi apresentada a um novo público que passou a admirá-la desde então.

“Aquarius”, além de ótimo, trouxe a atriz de volta ao olimpo || Créditos: Reprodução

Com o revival dos velhos tempos graças a “Aquarius”

Também dirigido por Mendonça Filho, o drama com pegada política de 2016 sobre uma mulher (vivida por Braga) que se recusa a vender seu apartamento para uma construtora estreou em um momento delicado do Brasil, logo depois do impeachment de Dilma Rousseff. E fez muito sucesso, principalmente entre os críticos estrangeiros, que o consideraram um dos melhores filmes saídos do Brasil nos últimos anos. O longa concorreu a vários prêmios e quase virou o representante brasileiro na corrida pelo Oscar, mas serviu principalmente para relembrar muita gente que sua protagonista é um verdadeiro tesouro nacional.