26.08.2017  /  6:08

Escândalo envolvendo a mulher mais rica do mundo pode acabar em Hollywood

O livro de Sancton, e Liliane com Banier || Créditos: Getty Images/Divulgação

Lançado no começo do mês, o novo livro do jornalista americano Tom Sancton – “The Bettencourt Affair: The World’s Richest Woman and the Scandal That Rocked Paris” (“O Caso Bettencourt: A Mulher Mais Rica do Mundo e o Escândalo que Abalou Paris”, em tradução livre) – já está sendo disputado por roteiristas de Hollywood que sonham em adaptar a obra sobre a nonagenária dona da L’Oréal para a telona.

Pra quem não lembra, há dez anos Liliane rendeu manchetes ao redor do mundo depois que vieram à tona revelações de que ela havia presenteado o fotógrafo bon vivant François-Marie Banier com obras de arte, títulos de seguros, dinheiro em espécie e outros mimos avaliados em mais de € 1 bilhão (R$ 3,7 bilhões). Na época, a bilionária justificou a generosidade dizendo que a soma pode soar como uma montanha de dinheiro para a maioria das pessoas, mas é apenas troco quando comparada com sua fortuna, avaliada hoje em US$ 44,3 bilhões (R$ 139,8 bilhões).

A família dela, no entanto, não engoliu a explicação e decidiu recorrer à justiça para interditá-la, o que aconteceu em 2012. Banier também foi condenado a devolver boa parte dos presentes que recebeu de Liliane, sob a acusação de ter se aproveitado da idade avançada e da saúde dela, que sofre de demência e ultimamente tem dificuldades para lembrar quem é. Em meio a tudo isso, surgiram ainda evidências da ligação perigosamente amistosa entre o pai da bilionária com os nazistas durante a Segunda Guerra Mundial, e de generosas doações via caixa dois que ela fez para políticos franceses, entre eles o ex presidente Nicolas Sarkozy.

Trata-se, portanto, de um prato cheio para quem vive de contar histórias mirabolantes e cheias de detalhes picantes. Sancton, que já foi chefe da sucursal da revista “Time” em Paris, negocia atualmente com pelo menos quatro agentes de Hollywood que representam pessoas interessadas em comprar os direitos do livro que mal chegou às prateleiras e já faz o maior sucesso. “Pra quem adora um escândalo, é leitura obrigatória”, taxou o “The New York Times”. (Por Anderson Antunes)