13.08.2018  /  18:15

Enzo Celulari conta como driblou a pressão para ser ator e como usa a “fama” em prol de seu projeto no 3º setor

Enzo Celulari, o primogênito de Claudia Raia e Edson Celulari || Créditos: Divulgação

Enzo Celulari, 21 anos, nasceu e foi criado cercado por holofotes. Diante desta realidade, “quando ingressaria na TV” era a pergunta que todos faziam para o filho de Claudia Raia, 51, e Edson Celulari, 60. Mas, essa era uma pressão que só existia do lado de fora de sua casa, e que foi respondida com a criação do Instituto Dadivar,  este ano, que mobiliza celebridades para causas sociais. Glamurama bateu um papo com ele sobre fama, interesse em empreender no terceiro setor, detalhes do projeto social, a mudança da família para São Paulo e como é ser filho de artistas consagrados. Vem!

Glamurama: Com pais que atuam no meio artístico e que poderiam te ajudar na carreira, quais os motivos que te levaram a optar pelo terceiro setor?
Enzo Celulari: “Sempre falo que a Dadivar é justamente a transição entre o meio artístico e o terceiro setor. A instituição atrai um público que não doaria normalmente. Mesmo atuando nas causas sociais, a Dadivar transita em outros setores e traz uma linguagem nova para as campanhas, com mais dinamismo e diferente das formas tradicionais de pedir ajuda.”

Glamurama: Por que decidiu criar a Dadivar?
Enzo Celulari: “Sempre teve uma pressão geral de seguir os passos que meus pais – mesmo eles não me influenciando em nada -, mas optei por outro trabalho. Desde pequeno, por incentivo deles, visito diversas instituições. Quando resolvi não seguir na música, que era uma das minhas principais opções, falei: “vou empreender, mas para mim isso só faz sentido se tiver, de alguma forma, um viés social.” Foi daí que surgiu a Dadivar.”

Glamurama: Conte nos um pouco sobre o projeto.
Enzo Celulari: “Davidar é um conjunto de iniciativas sociais. Temos o instituto Dadivar – coração do grupo -, e três vertentes onde atuamos: consultoria dentro do âmbito social e jurídico, tecnologia (licenciação e desenvolvimento de softwares para instituições) e as campanhas de experiências que realizamos com artistas para mobilizar os fãs e, assim, fazer com que doem para causas diversas, que vão de encontro com esses artistas até o envio de brindes. Já fizemos campanhas com Claudia Raia, Paulo Gustavo e agora com a Thaila Ayala.”

Enzo Celulari e Thaila Ayala na nova campanha da Dadivar, em proteção aos animais || Créditos: Mário Bregieira

Glamurama: Você está estudando?
Enzo Celulari: “Faço faculdade de Administração de Empresas na Faap. Estudo à noite porque seria impossível conciliar de outra forma. Passo minhas manhãs e tardes no escritório e de lá vou direto para a faculdade.”

Glamurama: Quando aconteceu essa mudança do Rio para São Paulo?
Enzo Celulari: “Morei minha vida toda no Rio, sou nascido e criado lá, e resolvi vir pra São Paulo quando surgiu a ideia do Dadivar e também para fazer faculdade. Como minha mãe também sempre quis morar aqui, nos mudamos eu, ela e Sophia.”

Glamurama: Você ainda trabalha com a sua mãe?

Enzo Celulari: “Não, começamos juntos a experiência da loja online e acabei seguindo outro caminho porque é um trabalho que muitas vezes não vale a pena, e ela não tem tempo. Mas foi uma ótima experiência no início, a minha primeira profissional.”

Glamurama: Você pensa em retomar em algum momento esse trabalho com ela?
Enzo Celulari: “Não, nem ela pensa em retomar. O licenciamento já acontece, então não há necessidade.”

Glamurama: Como foi crescer sob os holofotes?
Enzo Celulari: “Sempre foi algo natural. Lido com isso desde pequeno, então aprendi a usar essa questão de holofotes como consequência de ser filhos deles, além de usar ao meu favor o poder de influência e de comunicação deles.”

Glamurama: Em algum momento pensou em seguir a carreira artística?
Enzo Celulari: “Já recebi muitos convites, mas com a Dadivar consegui mostrar o caminho que escolhi seguir agora e isso ficou muito claro para todo mundo. A dúvida que existia sobre o que fazia ou vou fazer acabou. Mas, nunca se diz nunca. Não sei se em algum momento pode aparecer um caminho artístico.”

Glamurama: Qual a sua relação com a música? 
Enzo Celulari: “Sou músico por natureza. Adoro bateria e também toco violão e componho, mas a partir do momento que senti a paixão pelo empreendedorismo e pelo social, e entendi que a música pode continuar comigo independente da área que eu escolhesse, optei por isso. Toco em São Paulo semanalmente, temos um pequeno estúdio no escritório.”

Glamurama: E a Sophia, vocês parecem se dar muito bem… ela, que já atuou, pensa em ser atriz?
Enzo Celulari: “Ela é minha protegida. É muito pequenininha ainda, tem 15 anos, e está no colégio. A gente fala que ela pode ser uma futura Claudinha (Raia), mas ainda é muito cedo para dizer.  Por enquanto, diz que quer seguir carreira em comunicação.”

Glamurama: Qual função exercem seus pais dentro do quadro familiar? 
Enzo Celulari: “Eles sempre nos apoiaram em tudo. Enquanto havia uma questão externa, para que eu seguisse o mesmo caminho deles, ouvia dos meus pais: ‘não, pelo amor de Deus, não tem pressão nenhuma’. Nossa relação é muito transparente em casa. Tenho uma relação muito boa com os dois, sempre falei sobre todos os assuntos com eles.”

Glamurama: Como lidou com toda essa pressão para ser ator?
Enzo Celulari: “Sempre soube lidar da forma certa, entendo que essa pressão era consequência de não dizer o que fazia. As pessoas tem curiosidade. Logo que abri a Davidar isso passou.”

Glamurama: Como vai o namoro com Victoria? Ela te apoia no projeto? 
Enzo Celulari: “Muito bem! Ela adora, é apaixonada pelos animais – cursa veterinária -, e sempre nos ajuda.” (Por Julia Moura)