Entramos na casa da diretora de teatro e cinema Bia Lessa. Vem ver!

19.02.2018  /  9:00

Um lar aconchegante para Bia Lessa é onde ela pode estar em contato com a natureza e receber os amigos. O local escolhido? O coração de Santa Teresa

Por Aline Vessoni para a Revista Joyce Pascowitch de fevereiro | Fotos: Zô Guimarães

A diretora de teatro e de cinema Bia Lessa se considera uma pessoa caseira, daquelas que preferem casas a grandes edificações. “Nada contra apartamento, mas eu gosto de estar com os meus pés no chão.” E, quando ela fala de estar com os pés no chão, é no sentido literal: sentindo o frescor da grama ou se esticando para colher uma manga do pé.

A vontade latente de ter mais espaço e poder estar em contato com a natureza de forma permanente ganhou força quando suas filhas eram pequenas. “Eu não gostava de ter que acordar e pensar ‘o que vamos fazer hoje ou para onde vamos’ para elas brincarem. Em casa, você vai para o jardim. [A atividade] já está ali.” Para ela, uma porção de experiência simples como sair no quintal após o jantar, observar o céu estrelado ou entender melhor as estações do ano e saber quando o jardim estará florido, fizeram com que ela se bastasse com o seu jardim urbano e abrisse mão de um sítio.

Outra exigência é morar em um lugar onde seja possível enxergar o horizonte – mesmo que este seja composto por uma infinidade de prédios, como é o caso de São Paulo. Paulistana, Bia escolheu o Rio de Janeiro para viver e levou um tempo para encontrar seu espaço. “Procurei uns dez anos. Quando entrei aqui e vi essa vista decidi comprar na hora, mesmo ela estando podre.” A morada fica em Santa Teresa, seu bairro preferido no Rio de Janeiro, e ela descreve como “uma pitada suburbana no coração de uma cidade cosmopolita”. O primeiro passo foi chamar a arquiteta Camila Toledo para fazer uma bela reforma. E o resultado foi um dos lugares preferidos da diretora para trabalhar, para receber e até para não fazer nada e apenas contemplar.

Um lugar claro, iluminado, como ela mesma definiu, e vivo – pois, além de ser habitada por ela, pela filha mais nova, Clara, os dois cachorros da família e uma imensidão de verde, o lugar está sempre cheio de amigos e familiares. “Essa casa, desse tamanho, só faz sentido porque é compartilhada.”