02.07.2020  /  10:13

Em processo contra jornal, Meghan Markle afirma que seu casamento com Harry foi lucrativo para os britânicos

Harry e Meghan Markle em seu grande dia || Créditos: Reprodução

Meghan Markle não quer saber de ser criticada pelo alto custo de sua subida ao altar com o príncipe Harry, em 2018. E a prova disso está nos papéis de uma ação que a duquesa de Sussex está movendo contra o “Mail on Sunday” na justiça do Reino Unido. Tempos atrás, o jornal publicou uma matéria na qual listou todos os gastos do casamento real que a transformou em estrela global, e no fim apresentou a conta: £32 milhões (R$ 211,5 milhões), dos quais £30 milhões (R$ 198,3 milhões) foram pagos pelos contribuintes britânicos e o restante ficou a cargo da família real.

Mas os advogados da ex-atriz contestaram a ideia de que a troca de alianças mais comentada dos últimos tempos só resultou em prejuízos para os plebeus, e em resposta ao que o “Mail on Sunday” publicou eles argumentaram que as receitas de turismo geradas pelo mega-evento foram muito maiores, na casa do £1 bilhão (R$ 6,61 bilhões). Além disso, continuaram os defensores de Markle, as dezenas de milhões de libras citadas pela publicação serviram basicamente para arcar com os custos de segurança do casório, uma vez que sua principal convidada era a rainha Elizabeth II. De fato, o grande dia de Markle e de Harry realmente gerou muitos lucros, mas de acordo com a consultoria britânica Brand Finance a soma real nesse caso não passou dos £300 milhões (R$ 1,98 bilhão) – ainda assim quase dez vezes o custo total que teve.

Mas a mulher do sexto na linha de sucessão ao trono britânico aparentemente não quer saber de ser taxada de “cara”. E olha que o motivo que a levou a processar o “Mail on Sunday” em primeiro lugar é outro, que no caso foi a revelação de partes do conteúdo de uma carta que ela enviou para seu pai, Thomas Markle, na qual reclamava do comportamento público dele em relação à sua entrada para a realeza. Os editores do jornal acharam que seria uma boa ideia enfeitar a história com as cifras citadas, mas agora correm o risco de se dar mal. (Por Anderson Antunes)