26.06.2020  /  10:36

Em live, Celia Parnes, Secretária de Desenvolvimento Social de SP, fala sobre autoconfiança e desafios

Joyce Pascowitch e Celia Parnes / Crédito: InstagramA carreira de Celia Parnes no assistencialismo  social começou cedo. Ainda na adolescência, ela era voluntária da União Brasileira Israelita do Bem Estar Social (Unibes), que atende crianças, adolescentes, idosos e famílias que vivem em situação de vulnerabilidade social. Aos 53 anos e após atuar também com gestão empresarial, Celia aceitou o convite do governador de SP João Dória para se tornar Secretária do Desenvolvimento Social de São Paulo, e, desde entào vem ganhando destaque por seu trabalho repleto de desafios.

“Assistência social tem que ser algo contemporâneo, caso contrário, não fala com o público. Se nós continuamos apenas replicando projetos que foram feitos 20 anos atrás, o idoso não é mais o mesmo, a mulher não é mais a mesma, o jovem também não. Precisamos fazer algo com a cara da população de hoje”, diz Celia.

À frente do estado mais rico do país e que, simultaneamente, possui muitas famílias em estado de extrema pobreza, Parnes conta que o maior desafio é a questão orçamentária. “Nós temos 12 milhões de pessoas inscritas no Cadastro Único, que é o cadastro de pessoas em extrema pobreza ou de famílias que vivem com três salários mínimos. Ou seja, ainda temos muito o que fazer.  E o que é mais difícil é que temos uma questão orçamentária. Existe um X de recursos a serem alocados em todas as pastas, e isso é um super desafio. É complicado colocar uma importância maior ou menor nos projetos, ter um olhar estratégico”, desabafa.

Celia Parnes também chama a atenção por ser uma mulher à frente de um secretariado, e pede que as mulheres tenham menos receios e mais confiança de que é possível chegar longe. “Esse secretariado atual é o que tem mais mulheres na história. Só aqui, somos três. Sinto que somos muito prestigiadas nesse governo do João. Eu aqui não sinto nenhum preconceito em relação a isso. Mas nós, mulheres, temos que enxergar mais possibilidades, encontrarmos coragem de entrar em uma reunião de predominância masculina para falar o que pensamos. Temos que ser nós mesmas. Podemos ser suaves, sensíveis, mas não podemos ter receio”, conclui.

A seguir, confira a live completa!