16.09.2019  /  12:59

Eliane Giardini e Paulo Betti, que foram casados por 24 anos, se unem em novo filme: “O final foi definido por figurante”

Eliane Giardini e Paulo Betti em cena de ‘A Fera na Selva’ // Divulgação

Quer um exemplo de ex que se dão bem? Eliane Giardini e Paulo Betti. A dupla foi casada durante 24 anos, tem duas filhas, e agora estrelam o longa-metragem “A Fera na Selva”. Eles também assinam a direção junto com Lauro Escorel. Baseado na obra do escritor americano Henry James, escrita no século XX, “A Fera na Selva” conta a história de amor incompreendida.

“As obsessões do autor estão no filme. O clima de terror subliminar. A Fera é obra prima dele. É um soco no estômago. Um alerta. O texto de James, as falas elaboradas, um certo tom teatral”, comenta Betti.

No filme acompanhamos um homem que vive de olho no futuro e passa a vida esperando por um acontecimento sem conseguir enxergar os sinais de algo que poderia realmente ter transformado sua vida mas que acabou ficando em segundo plano, como uma fera à espreita na selva. No elenco, além de Eliane e Paulo, ainda estão Juliana Betti (filha do casal), Janice Vieira, Cristina Labronici, Ademir Feliziani e Mário Pérsico.

Eliane e Paulo em cena de ‘A Fera na Selva’ // Divulgação

“A Fera na Selva” tem como cenário as cidades de Sorocaba, Salto, Votorantim e Iperó. O trabalho envolveu mais de 600 pessoas entre equipe técnica, fornecedores e figurantes. Paulo Betti já tinha trabalhado com o texto de Henry James em 1993 quando fez a peça. “Desde então pensava em rodar o filme. Quando em 2015 consegui verba para filmar, espalhei que quem desejasse poderia participar, desde que lesse o livro e o roteiro. Promovi um workshop na preparação, com sessões de filmes referência no teatro do Sesi de Sorocaba. Mais de mil pessoas participaram, passamos 10 filmes, entre eles ‘O Quarto Verde’, de Truffaut, e outros baseados em Henry James, e “Limite” de Mario Peixoto”, conta o ator e diretor.

Segundo o ator, o final do filme “A Fera na Selva” foi sugerido por um garoto que participava com a mãe do workshop. “Depois da sessão de ‘Limite’, filme preto e branco, mudo, obra prima, um menino de 12 anos, que ia acompanhado pela mãe, resolveu pedir a palavra no debate. Ele disse que havia lido o livro e nosso roteiro. A platéia ficou estupefata. Depois de ver ‘Limite’ achava que deveríamos mudar nosso final, nos inspirando na cena do cemitério do ‘Limite’. E assim fizemos e ficou bom. 90% dos figurantes que aparecem no filme leram o livro e o roteiro. Dando continuidade a esse processo, digamos educativo, lançaremos o filme com um projeto de curso à distância de Adaptação Literária. Grátis”, finaliza Betti. A estreia comercial rola em 3 de outubro, no Rio. Play para conferir o trailer: