Joe Biden sofre pressão para decisão a respeito de vice. || Créditos: Getty Images

Eleições EUA: Políticas mulheres e negras são favoritas para assumir vice-presidência na chapa de Joe Biden

04.08.2020  /  17:05

Joe Biden || Créditos: Getty Images

A pressão para que Joe Biden, candidato democrata à presidência dos Estados Unidos, defina o nome de sua vice o mais rápido possível é cada vez maior. Os nomes mais cotados para assumir a posição são os da deputada Val Demings, da prefeita de Atlanta, Keisha Bottoms, da ex-embaixadora Susan Rice e da senadora Kamala Harris. Para a PODER, Maurício Fronzaglia, professor de Relações Internacionais da Universidade Presbiteriana Mackenzie, disse que aposta nos dois últimos nomes para a disputa. Susan, 55 anos, por já ter sido embaixadora dos EUA na ONU (Organização das Nações Unidas) e ter uma relação próxima com Biden desde que atuou como conselheira de segurança nacional no governo de Barack Obama. E Kamala, também com 55 anos, por ter grande carisma, e notável participação nos protestos antirracistas dentro do movimento Black Lives Matter. E elas seguem na frente, pois a expectativa é que Biden escolha uma mulher afro-americana para disputar ao seu lado as eleições do dia 3 de novembro.

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Today and every day, let us celebrate #BlackJoy.

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O ex-vice no governo de Barack Obama informou que tomará uma decisão nos próximos dias, antes da convenção democrata que começará em 17 de agosto, em Milwaukee, no estado de Winsconsin. “O princípio da inclusão das mulheres é democrata. As mulheres negras e latinas, geralmente, são mais próximas dos democratas. Atende a uma questão da militância e, por outro lado, é perceptível a insatisfação do eleitorado feminino contra o Trump”, diz Fronzaglia. Mesmo com as candidatas a vice-presidente negras sendo as favoritas para a escolha e as mulheres brancas, em sua maioria, terem votado em Trump nas últimas eleições, o professor acredita que a figura de Biden – mais ponderada do que a de Trump – poderia conquistar os votos femininos: “A questão racial é sempre levantada nos EUA. Ela pode até ficar adormecida, mas sempre existe”, diz Fronzaglia. (Giorgia Cavicchioli)