16.10.2017  /  13:00

Donna Karan, que causou ao defender Harvey Weinstein, agora se diz arrependida

Harvey Weinstein e Donna Karan || Créditos: Getty Images

Depois de sugerir que as mulheres que sofreram abusos sexuais de Harvey Weinstein “fizeram por merecer” por se vestirem de maneira “excessivamente sensual”, Donna Karan voltou atrás e disse não acreditar que tais palavras saíram de sua boca. Entrevistada na última sexta-feira por Bridget Foley, editora executiva do “Women’s Wear Daily”, a estilista afirmou que fez as declarações sem estar muito a par do imbróglio envolvendo o produtor, e classificou os crimes dos quais ele é acusado de “inconcebíveis e imperdoáveis”.

No bate papo com Bridget, que foi publicado na edição desta segunda-feira do WWD, Donna garantiu que tudo não passou de um mal entendido e pediu desculpas pela polêmica que causou. Ela havia sido alvo de fortes críticas em razão dos comentários, inclusive da atriz Rose McGowan, uma das vítimas de Weinstein, que a chamou de “escória vestida com roupas elegantes” no Twitter.

A propósito, Donna não é a única estrela da moda citada no escândalo do ano em Hollywood, uma vez que Felicity Huffman confirmou uma notícia publicada pela revista “The Hollywood Reporter” no fim de semana dando conta de que Weinstein a obrigou a usar roupas da Marchesa, a grife cofundada pela agora ex-mulher dele, Georgina Chapman, durante o tour promocional do filme “Transamérica”, que foi produzido por ele e até rendeu uma indicação ao Oscar de Melhor Atriz para a Lynette de “Desperate Housewives” em 2006. (Por Anderson Antunes)