10.06.2021  /  11:43

DJ e criativo, Johnny Luxo bate um papo reto e divertido com Glamurama: “Ultimamente minhas fontes de inspiração são: tédio e desânimo”

DJ Johnny Luxo || Reprodução

Uma das personalidades mais criativas do mundo da música, o DJ Johnny Luxo – queridinho do Glamurama -, é sinônimo de montação e da noite paulistana, afinal seu alto astral anima qualquer ambiente. Depois de mais de um ano de isolamento social, sem festas, shows e um palco para brilhar, o multitalentoso João Marcelo (seu nome não-artístico)  segue inspirando seus mais de 50 mil seguidores nas redes sociais com presença ativa e conteúdos que equilibram pautas sociais, referências de moda e muito bom humor. Em entrevista ao Glamurama, Johnny revelou estar com saudades dos palcos, o que tem inspirado sua vida e as maiores referências quando o assunto é artistas LGBTQIA+. Ao papo. (por Alicia Gouveia)

PARA MANTER NO RADAR
Quando perguntado sobre o que tem de mais legal hoje na música, Johnny vai direto ao ponto: “A trilha sonora de Halston“, se referindo a minissérie americana da Netflix baseada na vida do designer de moda Halston, que estreou em maio deste ano, com canções que marcam a trama como “Say Liza (Liza With A Z)”, “Got My Team” e “Bonjour Paris”. “Também adoro o Twitter, lá acontece tudo primeiro, e gosto de ver os vídeos do Duncan Joseph no TikTok”.

@duncanyounotIf moms were on my strange addiction:♬ original sound – Duncan Joseph

REPRESENTATIVIDADE
Para aproveitar que junho é o mês do orgulho LGBTQIA+, Glamurama perguntou quem são os artistas que Johnny se inspira e ele avisa: “A lista é grande, vou citar alguns: Grace Jones, Diana Ross, Sylvester Carmen Miranda, Madonna, Kylie Minogue, Boy George, a dupla Fecal Matter, Cazuza, Dominique Jackson (atriz da série ‘Pose’), Billy Porter, as Deendjers, RuPaul e a Lypsinka”.

PANDEMIA E CRIATIVIDADE
Apesar das postagens quase que diárias, Johnny afirma que anda pouco inspirado: “Ultimamente minhas fontes de inspiração são: o tédio e desânimo”, brincou e acrescentou: “Tenho produzido muito pouco nesse período de isolamento, zero motivação, mas a rotina está super animada. Cama, cozinha, faxina, tentativa de meditação, cozinha e cama, nessa ordem.


Quando a vida voltar ao ‘normal’ quero tocar sete dias por semana. E quem sabe trabalhar em um novo livro de imagens?”. Sobre a melhor playlist para aliviar os dias difíceis, ele não titubeia: “As que eu faço para os amigos. Vou fazer uma para o Glamurama”. Que honra! Play para conferir!