20.05.2018  /  9:00

Deborah Secco: amores tortos, as “copiadinhas” que deu em Adriana Esteves e sua inexplicável insegurança

Deborah Secco || Créditos: Divulgação/ TV Globo

Nessa segunda-feira, Deborah Secco estreou na pele da aproveitadora Karola de “Segundo Sol”. “Sou a insegura. Estou em uma ansiedade louca, trabalhando arduamente. Não durmo mais. Gravo, decoro, gravo, decoro”.

E pra quem concorda que a moça arrasou nas primeiras cenas… “Não consigo enxergar esse arraso, me dá uma cegueira quando eu apareço. Mas está sendo um prazer. A personagem é uma delícia, uma maluca”. Deborah garante que é sempre muito autocrítica. “Há anos já. Terminei o ‘Bruna Surfistinha’ falando: ‘Gente, isso vai ser um fracasso. Vão descobrir que sou uma fraude’. É a coisa de ser muito caxias, estudar bastante e querer fazer tudo exatamente como me proponho a fazer. E nem sempre com a falta de tempo da televisão a gente consegue. Vou ficando muito ansiosa, mas já aprendi a conviver com isso. Nunca foi diferente, acho que nunca vai ser – 30 anos depois não vou melhorar…”

Após uma licença-maternidade de 2 anos… “Estou de volta para o tiro, porrada e bomba. A Globo foi uma mãe, deu os 2 anos de licença que eu pedi. Agora a Maria Flor já vai pra escolinha… Mas é punk. Não posso falar muito disso porque todas as mães do Brasil passam pela mesma situação. Não é privilégio meu, mas é muito difícil ser mãe e trabalhar. Muito difícil mesmo. Mas eu já tinha me planejado. É hora de começar a desfazer o cordão, hora que ela já entende. Você consegue conversar com a criança. É pior pra mim que pra ela”.

Sobre a parceria com Adriana Esteves, que faz a grande vilã que é uma espécie de mentora de Karola: “Adriana é uma das atrizes que mais admiro na vida. Ela, Renata Sorrah e Cassia Kis: quero ser igual. Fiz muitas personagens me baseando no trabalho da Adriana. Falo que a Sandrinha de ‘Torre de Babel’ foi um início, uma inspiração para a minha Darlene de ‘Celebridade’. Sempre dei uma copiadinha. Quando soube que ia trabalhar com ela, foi uma mistura de alegria e tristeza – porque a pressão seria maior. Não posso decepcionar minha ‘ídala’. Mas ela é ainda melhor pessoa que atriz. Tenho aprendido muito com a Adriana, parceira, me ajuda, dá dica, diz o que tá bom e o que tem que melhorar. Estamos vivendo uma relação que vai ser eterna, como algumas amizades que fiz na minha carreira”.

Karola é a primeira vilã de Deborah na TV. “Sem dúvida. A Íris – de ‘Laços de Família’- era uma menina má. A Karola é malvada mesmo, vai ficando mais ainda. Não sei onde isso vai parar. Não dá pra defender ela. Só presto atenção na orientação do João Emanuel Carneiro [autor da novela] falando que ela ama de verdade o Beto [mocinho, papel de Emilio Dantas] e o filho [que ela rouba da mocinha, Giovanna Antonelli]. Mas nada justifica”.

Mas amar dessa forma torta? “Existem amores tortos. Sim, ela é amante do cunhado, mas é nítido que o Beto não ama ela, então tem essa carência quase desesperadora, e a Karola se envolve com o irmão dele numa tentativa de ter alguém que a admire, que a deseje. E de saber sobre o Beto, como ela pode fazer para conquista-lo… É uma junção de fatores. Mas não é falta de amor pelo Beto. Ela é uma mal amada… E quer ser rica, isso é fato. Não trabalhamos com pobreza”. (por Michelle Licory)