28.07.2019  /  8:54

De filme espirita às séries românticas: Giovanna Lancellotti fala sobre a carreira que vai de vento em popa

Além dos filmes, Giovanna Lancellotti estrela Ricos de Amor, série da Netflix // Crédito: Instagram

Prepare-se para ver e muito Giovanna Lancellotti. Rosto já conhecido, o que não faltam são trabalhos em todas as plataformas com a atriz de 26 anos, que começou na TV em 2011, com a trama “Insensato Coração”, mas se destacou mesmo com a malvada Rochelle, em “Segundo Sol”, em 2018. “A Rochelle foi um personagem divisor de águas com certeza. Ela me fez refletir sobre como a nossa vida é frágil e pode mudar a qualquer minuto”, disse a artista. Desse momento em diante, o seu fluxo de trabalho só aumentou.

Em 2018, Giovanna atuou em três filmes: ‘Tudo por um Popstar’, ‘Tudo Acaba em Festa’ e ‘Intimidade Entre Estranhos’. Além disso, dublou a personagem Shank, em ‘WiFi Ralph’, animação da Disney. Já neste ano, estrelou outros dois longas ‘Eu Sou Mais Eu’ e ‘Incompatível’, e não é só isso.

Ela ainda pode ser vista na série “Shippados” e, em breve, no filme “Nada é Por Acaso”, da obra de Zíbia Gaspareto. “Eu passei a ler mais sobre o espiritismo, não só os livros dela, mas em geral. A Zíbia era uma grande mulher e autora, mas não foi a única, então passei a ler e pesquisar de tudo um pouco”, disse. Como se já não bastasse, Giovanna também está em ‘Ricos de Amor’, ao lado de Danilo Mesquita, filme da Netflix que estreia em 2020.

O papo com o Glamurama foi sobre trabalho, claro, mas deu tempo dela responder um pouco sobre a vida pessoal. Vem ver! (por Jaquelini Cornachioni)

Glamurama: Qual é o seu maior sonho dentro da profissão atualmente?
Giovanna Lancellotti: Tenho muitos, mas o maior deles é continuar vivendo esse sonho. O que está acontecendo hoje já foi só uma vontade, então não podemos esquecer do que pedimos e sonhamos. Quero continuar a me desafiar como profissional, fazer projetos que me tirem da zona de conforto, que me façam crescer cada vez mais como atriz, contar histórias que eu me identifique e que acrescentem algo para a minha vida e a de outras pessoas, que cause alguma mudança positiva, mesmo que temporariamente, para as pessoas que estão assistindo.

Glamurama: Rochelle, sua personagem em “Segundo Sol”, foi sucesso absoluto. O que aprendeu com essa experiência?
GL: A Rochelle foi um personagem divisor de águas, com certeza. Foi a que mais me fez refletir sobre como a nossa vida é frágil e pode mudar a qualquer minuto. Ela me trouxe maturidade. Fiquei muito contente com o resultado desse trabalho e a evolução da personagem também, que teve uma trama bem dinâmica.

Glamurama: Entre seus trabalhos mais atuais estão os filmes ‘Eu Sou Mais Eu’ e  ‘Incompatíveis’ e a série ‘Shippados’. Como tem sido essa fase?
GL: Estou em uma das minhas melhores fases, pois tenho conseguido me desenvolver como profissional nas diferentes vertentes artísticas e isso é ótimo para o meu crescimento. Gosto muito da linguagem e do produto que é o cinema, tenho voltado meus olhos mais para isso e fico muito feliz com os retornos que tive. As séries também possuem outro tipo de linguagem, bem parecida com o cinema, então me atrai bastante. De certa forma são projetos mais leves, mas com histórias bacanas e com reflexão.

Glamurama: Como foi a preparação para ser protagonista de ‘Ricos de Amor’, série da Netflix?
GL: Fiz com a Andrea Cavalcante (preparadora de elenco) e foi bem intensa. Como estava gravando o filme “Nada É Por Acaso”, em Curitiba, só tive uma semana e meia para trabalhar, mas o elenco já estava há mais tempo. A Paula (personagem de Giovanna) é mais reclusa, uma vibe diferente da minha. Está sendo bem bacana participar desse projeto, trabalhar na Netflix sempre foi um sonho, então é mais da minha wish list para riscar (risos). Estou louca para poder contar mais, mas por enquanto não posso dar muitos spoilers.

Glamurama: Como é a sua relação com a Netflix? Já maratonou muitas séries?
GL: Nós temos uma relação de anos (risos). Amo, mas não consigo maratonar sempre, por conta da agenda corrida. Gosto muito de série criminal como “American Criminal Story” (só tem duas temporadas e é rápida de assistir, recomendo), “Black Mirror” e várias outras. Sou de fases!

Glamurama: Como foi dublar um personagem do filme ‘Wifi Ralph’, da Disney? O que mais curtiu?
GL: Foi muito legal, sempre quis dublar um filme da Disney. A Shank também tem muito a ver comigo, mais do que qualquer outra personagem que fiz até então. Para mim, a cena de Vanellope com as Princesas da Disney foi genial por trazes uma reflexão que nunca foi abordada tão explicitamente, que é da donzela em perigo ser submetida à situações que tira o seu protagonismo para dar espaço a um protagonista masculino. Durante anos nós, mulheres, acreditamos no estereotipo do príncipe encantado porque crescemos vendo essas princesas serem salvas, até que depois de muita desconstrução observamos que não é isso.

Glamurama: Fale um pouco sobre ‘Nada É Por Acaso’, produção sobre a obra da Zíbia Gasparetto?Você tem alguma ligação com o espiritimos?
GL: Interpreto a Marina, personagem que carrega uma culpa muito grande por algo que fez e não entende o motivo de ter feito aquilo. A preparação dela foi muito curta para mim, pois estava viajando pela Europa e voltei direto para gravar. O bom é que já conhecia a obra, sempre tive uma forte conexão com a espiritualidade e o espiritismo. Ficou mais fácil por não ser tão leiga. Zíbia era uma grande autora e mulher, mas não foi a única, então passei a ler e pesquisar de tudo um pouco. É incrível o que essas pessoas, quando topam agir e praticar o bem, podem fazer na vida dos outros. A reflexão por meio dos livros é transformadora.

Glamurama: Com tanto trabalho, como concilia seu tempo com a vida particular?
GL: É um malabarismo complicado, mas não impossível. Sou daquelas que o meu dia de folga não tem 24 horas, mas 50 horas, pois faço tudo o que posso e mais um pouco. Graças a Deus tenho conseguido conciliar bem isso. Mas acho que quando a gente trabalha com o que a gente ama um dia de folha não é um alívio, é só um dia em que não está trabalhando, embora a cabeça esteja no trabalho. Mesmo com tempo livre eu aproveito para pesquisar mais a personagem, estudando as próximas cenas, decorando as seguintes. É um trabalho que ao mesmo tempo que você tem a folga, você também não a tem. Tem sempre um lado criativo e de observação aceso.

Glamurama: O que mais gosta de fazer no tempo livre?
GL: Olha, vou confessar que depende muito do dia. De vez em quando quero ficar mais em casa, assistir um filme, comer uma pipoca e não fazer nada. Já em outros momentos procuro sair e ir ao cinema, teatro, shows, ir dançar… Então varia muito, acho que depende do ritmo de trabalho também e de clima. Respeito muito os meus sentimentos, se tem um dia em que quero ficar mais sozinha, respeito esse pedido do meu corpo e fico reclusa.