Travis Scott
Foto: Erika Goldring/WireImage/Getty Images

Travis Scott e Drake são processados em US$ 2 bilhões por tragédia em festival

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A saga de Travis Scott em torno da tragédia que matou ao menos oito pessoas no festival Astroworld, no início de novembro, acaba de ganhar um novo capítulo. Um advogado que representa mais de 200 supostas vítimas acaba de abrir um processo por danos no valor de US$ 2 bilhões (cerca de R$ 11 bi) contra o rapper e outros possíveis responsáveis, como Drake, a Live Nation, o estádio NRG, entre outros. A informação é do site americano “TMZ”.

O advogado Thomas Henry alega que os fãs foram “incitados ao frenesi” quando Travis começou a se apresentar e levou uma onda de pessoas em direção ao palco principal, atropelando e esmagando alguns dos presentes. O processo mais recente de Henry representa 280 reclamantes e culpa os organizadores por não levarem em consideração as preocupações com a segurança da Astroworld de 2019 ao planejar a versão deste 2021, que acabou resultando na morte de várias pessoas após um tumulto generalizado.

Henry tomou como evidência a cobertura da mídia sobre o festival, apontando o fato de que os fãs “até escalaram plataformas durante o caos, implorando para que os organizadores do show parassem”. O processo pede os US$ 2 bilhões, dizendo que: “os réus ganhariam uma quantia exorbitante de dinheiro com este evento, mas optaram por economizar, cortar custos e colocar os participantes do festival em risco.”

O advogado de Scott, Edwin F. McPherson, alegou ao “TMZ” que há muitos dedos apontados ao cantor, muito por causa da inconsistência de informações dada pelos oficiais locais logo após o ocorrido. “O chefe de polícia de Houston, Troy Finner, foi citado no ‘New York Times’ dizendo que você não pode finalizar um evento quando tem 50 mil pessoas (na plateia). Temos que nos preocupar com distúrbios, tumultos, quando você tem um grupo tão jovem”, explicou. No entanto, pouco tempo depois, o Finner afirmou que a responsabilidade de parar o show recai sobre Scott. 

Ainda, segundo o advogado, apenas os produtores executivos têm autoridade de parar um show, e que ninguém da equipe de Travis detém esse poder. A informação conflita com um episódio semelhante, que aconteceu em 2019, quando a Polícia de Houston desligou a energia e o som neste mesmo festival cinco minutos depois de uma performance ter começado. “As investigações devem identificar exatamente o que aconteceu e como podemos evitar que algo assim aconteça novamente.”

Fontes próximas a Scott contaram ao TMZ que a imagem de de um fã que invade uma plataforma pedindo a um operador de câmera para interromper o show ocorreu a 50 metros do palco e era impossível para o rapper ver. “Também ficamos sabendo que ele não estava apenas longe do palco, mas que o homem que operava a câmera era de outra empresa e não tinha uma linha direta de comunicação com Travis e sua equipe”.

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