Thor love and thunder
Foto: Divulgação/ Marvel Studios

Sem medo de excessos, Taika Watiti acerta no conto de ‘Thor: Amor e Trovão’

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Novamente na direção de um filme da Marvel Studios, e sem se levar tão a sério, Taika Waititi impõe seu ritmo e estilo em “Thor: Amor e Trovão”. O herói asgardiano interpretado por Chris Hemsworth volta às telonas de todo mundo, e dessa vez ele traz ao seu lado para a batalha contra Gorr, o Carniceiro dos Deuses, Jane Foster (Natalie Portman). Imbuída pelo Mjolnir, o martelo antigo que havia ficado em pedaços após os eventos de Ragnarok, ela é a nova Thor da terra.

A despedida

Divulgação/ Marvel Studios

Confesso que queria ver muito mais da equipe em tela, porém o que foi mostrado deixa clara a diferença de poderes dos guardiões da galáxia em comparação ao deus do trovão. Sem muita participação durante o longa, os guardiões aparecem apenas no primeiro arco do filme, servindo como uma espécie de escada para que Thor saia do seu modo paz e amor e descobrir, assim, o seu propósito no longa. Aqui vemos boa parte das cenas de ação que foram mostradas nos teasers e trailer.

A poderosa Thor

Divulgação/ Marvel Studios

Natalie Portman como Jane Foster, a Poderosa Thor, está simplesmente incrível. Dona das melhores sequências do filme, ela maneja o martelo do deus do trovão melhor que seu antigo dono. Com câncer terminal em estágio quatro, assim como nas HQ´s, a personagem entrega uma heroína humanizada, que até o final defende seus ideais e busca viver com amor seus últimos momentos. E a química entre Thor e Jane é também algo que ressalta, seja nos combos de cenas de ação ou em momentos românticos — o que faz o telespectador sempre esperar por mais.

Espaço para todos

Divulgação/ Marvel Studios

Diversos personagens de filmes anteriores da franquia aparecem no novo filme da Disney, como Lady Sif (Jaimie Alexander), Heimdall (Idris Alba), Matt Damon, Sam Neill e Luke Hemsworth (irmão de Chris Hemsworth), esses três últimos voltando a reviver seus papeis de atores no teatro de Nova Asgard, agora aqui na terra, após os eventos de “Guerra infinita” e “Ultimato”.

Cabe um destaque aqui para Russell Crowe (Zeus), a nova aquisição do estúdio, protagonizando umas das melhores cenas do filme – O MCU ganhou um deus grego impiedoso. Chris Hemsworth e o seu “relacionamento” com o Stornbreaker (Rompe-Tormentas) é também um caso a parte. Os dois criam uma espécie de desavença por ciúmes do Mjolnir (o seu antigo martelo), e é ai que Taika entra com seus alívios cômicos que mesmo repetitivos cabem dentro da proposta do longa.

Gorr – o Carniceiro dos Deuses

Antes mesmo da abertura da Marvel Studios ser mostrada, temos uma marcante e visualmente bela apresentação de Gorr (Christian Bale). A apresentação do vilão é muito rápida, mas no decorrer do filme entendemos a motivação e todo o arco que o envolve o torna plausível, se encaixando muito bem no enredo.

Gorr é um dos melhores vilões que a Marvel já construiu e ver Bale caracterizado e atuando faz com que o longa ganhe alguns pontos, saindo da zona de conforto que são as comédias românticas, mostrando momentos de dor e sofrimento aos telespectadores, digno do Carniceiro dos Deuses.

Divulgação/ Marvel Studios

Trilha marcante

Peça-chave para dar o clima que o filme propõe, a seleção de músicas é o ponto mais assertivo do filme, com canções bem sincronizadas, assim como já visto em “Guardiões da Galáxia”. A trilha contém várias faixas com Guns N’Roses (com quatro faixas), “Our Last Summer”, do ABBA e “Rainbow In The Dark”, do Dio. Confira a playlist completa:

Apesar de ter 1h59m de duração, o longa não anda quase nada dentro no Universo Cinematográfico da Marvel (UCM) e dá o que os “novos telespectadores” da Marvel querem: diversão, amor e ação em todos os arcos do filme.

Visto que a fase 4 da Marvel nos cinemas está estacionada, as séries são o que vem abrindo aos poucos o universo. “Thor 4” veio para cumprir o papel de divertir, e para não levarmos tanto a sério o universo dos heróis, mesmo que no meio disso deuses sejam mortos. “Thor: Amor e Trovão” contém duas cenas pós créditos: a primeira é de tirar o fôlego e nos mostra que mexer com deuses sempre tem conseqüências — e é só ai que vemos uma pequena expansão no universo dos heróis. A segunda e não menos importante é uma espécie de homenagem/agradecimento que vai deixar o coração do espectador bem quentinho. É o melhor filme de Thor até o momento.

Glamugek deixa aqui nota 4 de 5 para a mais nova produção da Marvel Studios.
O filme estreia nesta quinta-feira (7) nos cinemas.

Thor love and thunder
Poster oficial. Foto: Divulgação/ Marvel Studios
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