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Dahmer
Dahmer

A irmã de uma das vítimas de Jeffrey Dahmer, o assassino retratado em “Dahmer: um psicopata americano”, da Netflix, criticou a série de true crime, dizendo que a fez reviver o trauma de ter perdido o irmão e que não conseguiu assistir a um episódio inteiro.

“Quando eu assisti umas cenas, me incomodou muito, principalmente quando vi a mim mesma – meu nome na tela e uma mulher dizendo exatamente o que eu disse”, contou Rita Isbell à revista Insider. “Se não soubesse que era uma série, podia jurar que era eu mesma. O cabelo era o meu, as roupas eram iguais. Foi como viver tudo de novo. Trouxe de volta as mesmas sensações daquela época.”

O irmão de Isbell, Errol Lindsey, foi morto por Dahmer aos 19 anos. Ela deu um depoimento emocionado no julgamento de Dahmer em 1992, quando o assassino foi condenado a 15 penas de prisão perpétua. O momento foi recriado na série de Ryan Murphy e Ian Brennan, que vem batendo recordes de audiência, passando sucessos da plataforma como “Stranger Things”.

Rita Isbell diz que não foi contatada por ninguém da Netflix e criticou a gigante do streaming por lucrar com a tragédia envolvendo a sua e outras famílias. “Acredito que a Netflix devia ter perguntado se a gente se importaria de ser retratado. Eles não perguntaram nada, só fizeram”, disse. “Eu até entenderia se eles doassem algum dinheiro para ajudar os filhos das vítimas. Muitos deixaram filhos e netos. Se a série os ajudasse de alguma maneira, não pareceria tão insensível e sem cuidado. É triste que estão só lucrando com essa tragédia. É só ganância.”

A irmã de Errol Lindsey também afirma que não conseguiu sequer terminar de assistir ao episódio em que é retratada. “Eu não preciso assistir. Eu vivi aquilo, sei exatamente como aconteceu.”

Procurados pela Insider, a Netflix ou a produtura de Ryan Murphy não quiseram comentar a entrevista.

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