Ingrid Guimarães
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Ingrid Guimarães comemora contrato com streaming: “vitória não só minha, mas das mulheres”

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A atriz e autora Ingrid Guimarães comemora que, aos quase 50 anos, será a primeira mulher no Brasil a ocupar o cargo de showrunner na plataforma de streaming Amazon Prime Video. “Estou feliz porque olha o tamanho do lugar (minha contratação) indica novos tempos, novos olhares”, declarou em live com  Joyce Pascowitch. “O convite é uma vitória não só minha, mas das mulheres”.

Ela conta que já está escrevendo uma série de humor para a plataforma e se revela fã ardorosa de sitcoms como “Friends” e “Sex and the City”. “A insegurança que antes a gente tinha em encher o teatro, agora se transformou em saber se as pessoas vão clicar em mim”, compara. Ingrid diz que, para vencer a concorrência com os conteúdos da plataforma, pensa em fazer produtos mais populares, que se comuniquem com o público e carreguem a sua marca.

Quanto aos atores que deve levar para o Prime Video, Ingrid diz que precisa abrir a cabeça e descobrir gente nova, novos comediantes.

Outro projeto da atriz é o filme que tem Susana Garcia (que dirigiu obras como “Minha mãe é uma peça 3”, de Paulo Gustavo) e conta com Tatá Werneck ao seu lado no elenco. A história trata do universo de duas irmãs, uma delas morando em Rio Verde, GO (cidade do pai de Ingrid Guimarães), e outra vivendo em Goiânia, onde a própria Ingrid morou até os 13 anos e – jura – mantém o sotaque. “Sempre volto a Goiânia e vou fazer o filme com o sotaque goiano”, promete.

Ingrid relembra que começou a fazer sucesso na TV com a série “Confissões de Adolescente”, transmitido pela TV Cultura em meados dos anos de 1990. Ela conta que o papel da mulher na comédia mudou muito ao longo dos anos. “Antes não havia bons papeis em novelas, foram diretores como Silvio de Abreu e Jorge Fernando que começaram a incluir as comediantes nas tramas”, diz.

Entre as causas dos poucos papéis, há o fato de o humor sempre ter sido um meio extremamente machista, no qual a mulher só tinha duas opções: ser retratada como “a gostosa” ou a “feia”. “A gente escreve porque senão não tem papel pra gente”, diz.

Na live, Ingrid abordou a dificuldade de escrever humor hoje. O humor era muito preconceituoso mesmo, mas nunca gostei disso”, diz. “Prefiro me sacanear primeiro e depois falar do outro”. Ela conta que hoje tem medo de abordar muitos assuntos, e ri ao afirmar que seria presa se fizesse os espetáculo “Cócegas” hoje. “O humor”, ela conclui, “é um retrato da vida. Você fala as coisas brincando, para tornar mais fácil de se ouvir”. Assista à integra:

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