Duna
Divulgação/Warner

“Duna” não decepciona na adaptação de uma das principais obras de ficção científica da história

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Para falarmos sobre a adaptação para os cinemas, antes precisamos obrigatoriamente apresentar a trilogia literária “Duna” – “Duna” (1965); “Messias de Duna” (1969) e “Filhos de Duna” (1976) – contos de ficção científica de 1965, escrito por Frank Hebert, que está entre as mais vendidas no mundo sobre esse tema, disponibilizada no Brasil pela editora Alefh.

Vamos ao filme. Com direção de Dennis Villenueve, (“A Chegada” e “Blade Runner 2049”), em 2 horas e 35 minutos, “Duna” nos conecta à história do primeiro livro que apresenta a jornada de Paul Artreides (Timothée Chalamet), um jovem que está em busca de algo que nem ele sabe que existe.

Como é de praxe, o filme é muito mais “enxuto” do que publicação que tem cerca de 600 páginas, mas compensa com uma fotografia que deixa o espectador imerso na dimensão do deserto de Arakis, planeta onde a história é contada e lugar em que é possível retirar um tipo de ‘especiaria’ (algo semelhante ao nosso petróleo) que abastece o universo. Na trama, o jovem Paul e sua família são responsáveis por cuidar desse planeta e de toda a especiaria retirada dele. Pois bem, é aí que começa o jogo político, religioso, financeiro e fantasioso de “Duna”, que terá continuação, mas ainda sem data de estreia ou outros detalhes anunciados.

“Duna” traz um dos melhores elencos de 2021 ­– se não o melhor – com Timothée Chalamet, Zendaya, Oscar Isaac, Dave Bautista, Rebecca Ferguson, Javier Bardem, Stellan Skarsgård e Josh Brolin. Com esse time, a produção tem tudo para obter o sucesso de público e crítica de blockbusters semelhantes como o “Senhor dos Anéis”, “Game of Thrones” e “Star Wars”. Todos estão perfeitos em seus personagens, além da maquiagem e o figurino excelentes.

Divulgação/Warner

Com apresentação coesa e diálogos explicativos, o longa é uma obra bem adaptada, com trilha sonora que envolve em cada cena, seja de tensão ou um simples barulho no deserto. Os efeitos especiais também impressionam, assim como sua contemporaneidade, já que foi escrito em 1965, mas apresenta muitas situações em comum com o mundo atual. Nota máximo: 5.

Fotos: Divulgação/Warner

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